A autora deste blog não tem por interesse o compromisso com a seriedade ou discussões aprofundadas sobre qualquer assunto que a faça perder tempo em respostas aos comentários postados e sim abordar pensamentos aleatórios construídos em momentos de extremo ócio em ônibus lotados, filas de banco, salas de aula e discussões idiotas decorrentes destes. Se essa não é sua área de interesse, por favor clicar no xis vermelho no canto superior direito da sua tela.
Em 2005 e a cantora Bebe era um sucesso por toda a américa latina (salvo Brasil - aqui poucos a conhecem). Ganhadora de 5 grammys latinos (Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano, Melhor Álbum Pop Feminino e artista revelação), Bebe virou um ícone para as feministas graças à canção Malo que virou um hino contra a violência contra a mulher. Seu 1° e único disco, Pafuera Telarañas, vendeu mais de meio milhão de cópias somente na Espanha e teve uma de suas canções em 2° lugar na Billboard. Ela ainda ganhou um Goya , o Oscar espanhol, com a canção Tiempo pequeño que serviu de trilha sonora para o filme "La educacion de las hadas". Aturdida por tamanho sucesso e pela pressão da mídia, Bebe decidiu tirar férias da cantora de sucesso na qual tinha de transformado e anunciou à imprensa sua precoce aposentadoria musical. Mas Bebe jamais foi esquecida (nenhum bom artista o é) e lança em 30 de junho, 5 anos depois de sua saída do cenário musical, seu segundo album: Y. (Y punto). Milhares de fãs aguardam ansiosamente. Quem quiser conhecer mais da bebe vai no site da Bebe. Quem quiser ouvir e ver a Bebe de 2004 e a Bebe de 2009, segue links do youtube para três de suas mais famosas composições, uma do album Pafuera, outra do Y.:
Eu me lembro muito bem que um dia eu odiei a Glória Kalil (jornalista, empresária e consultora de moda brasileira). Mas eu não a odiava assim, sem motivos. Eu pensava que a etiqueta, boas maneiras e todas aquelas baboseiras, que a priori pareciam servir para humilhar aqueles que não sabiam usar os talheres adequados, eram coisas desnecessárias. Eu tenho educação, minha mãe me deu! Me enchia a barriga de comida antes de irmos às festas infantis para que não devorássemos o bufê como mortos de fome. Não nos deixava desrespeitar os mais velhos a quem tínhamos de dar o lugar onde estávamos sentados. Fazíamos tudo a contra-gosto, mas fazíamos. Minha educação (que hoje nem sei como julgar, se dura demais ou inadequada ou se maravilhosa) não é o nosso interesse agora. Voltemos à Glória. Um dia olhei a consultora de modo distinto e pude perceber que em partes ela estava coberta de razão. Ouvi- a dizer que a etiqueta é, antes de tudo, uma questão de educação. E não é que ela estava certa! Muitas vezes, ter bons modos é ter bom senso. O uso inadequado dos aparelhos sonoros é um belo e eficaz exemplo disso. Avançamos em tecnologia e agora os aparelhos celulares tocam MP3. Isto seria maravilhoso não fosse o fato de agora estarmos em ônibus e sermos obrigados a ouvir os piores tipos de música (usar o termo música é um pouco demais para aqueles barulhos). Você está lá, concentrado em milhares de pensamentos, e aquele barulho irritante sendo ouvido não só por um indivíduo, mas, obrigatoriamente, por todo o ônibus. Isso é falta de bom senso. E tem ocorrido em todos os locais, até nos mais improváveis! Você até pode gostar daquela música, mas deve lembrar que nem todo mundo gosta. Já pensou se todo mundo decide mostrar suas preferências musicais ao mundo? Fones de ouvido resolveriam o problema se não causassem outro incomodo. Os populares MP3, MP4, MP196788 ganharam pessoas de todas as idades e tiraram de alguns o bom e velho discernimento. Você agora encontra alguém que de imediato puxa uma conversa com você, mas não tira o maldito fone do ouvido enquanto fala. Já vi os aparelhos serem usados em salas de aula (bem no meio da aula) e até em (pasmem) reuniões com o prefeito (!). É o cúmulo do desinteresse, do “tô nem aí”, do desrespeito, do “não me importo com você”. Hoje, alguns carros parecem ser usados como objetos de disputa do tipo “meu carro tem um som mais potente que o seu". Você decide sair de casa, dar uma volta na praia, sentar na calçadinha e relaxar. Um minuto depois vem um preparando uma mini-festa bem onde você está. Pára, abre a mala do carro, liga o som para todo o quarteirão e adjacências ouvirem, abre umas cervejas e você, que só queria sossego, é obrigado a se retirar para não atrapalhar a “festa” do sujeito mal educado. Depois de tudo, o que nos resta é ter paciência e pensar se nós mesmos não praticamos esses pecados sonoros às vezes.
Ouvir e ver Sílvia Machete já é meio passo rumo ao um abismo: a paixão musical mais avassaladora. Sílvia é um artista completa: canta, dança, faz malabarismos, bamboleia, faz truques de mágica e encanta qualquer um com sua vitalidade e espontaneidade. Mas misturar circo e música não é o único trunfo da cantora que trocou o Rio de Janeiro pelo East Village, bairro boêmio novaiorquino. Sílvia tem uma voz marcante e composições que impressionam pela simplicidade das letras e pelos arranjos originais. O cd Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos (2006), primeiro cd da cantora, traz músicas como "Toda bêbada canta" (sobre a maldita ressaca moral), "Pé", e versões como a de "Gente aberta" de Roberto e Erasmo Carlos e uma versão bossa nova de "Sweet child of mine" do Guns'n'roses. E para coroar o sucesso do album, Silvia lançou recentemente o DVD Eu não sou nenhuma santa (2008) no qual explora aos máximo sua versatilidade musical e corporal.
Este ano, Marília e eu passamos por um momento que pode ser muito difícil: a conclusão do 1° curso.
Antes da aula da saudade, naquele momento em que já começamos a sentir as dores de uma pré-saudade, escrevi um texto e li para meus amigos e professores. A quem interessar, segue o texto e vídeo do momento:
Meus bons amigos,
O trem acaba de chegar na Estação. É hora de nos despedirmos. Hora de seguir viagem rumo ao novo. O maquinista nos espera. E este maquinista pode ser muitas coisas dentre elas a vida nos chamando para seguir a diante ou mesmo o Sistema nos dizendo: “venham, venham ser a base sólida do meu mais importante aparelho ideológico”. Mas vamos ficar com a primeira opção por parecer mais poética. Sejamos poéticos hoje, mas apenas hoje. Apenas hoje? Digamos então que os passageiros desse trem (nós) somos poetas. Poetas que podem viver suas vidas em sonetos, organizadas em 2 meses de quartetos e 2 meses de tercetos, em dias em decassílabos. Ou viver seus dias em versos livres desorganizados em meses de 1, 2 ou 3 versos, sem rima. E escolha é de vocês. Vocês podem escolher a forma como viverão suas vidas e essas formas podem ser fixas ou não. Mas voltemos um instante à Estação. Temos tanta bagagem a levar, tantas malas. Se bem que algumas penso em deixar pelo caminho. Esta das teorias abstratas que eu acredito que jamais usarei, eu já penso em formas para deixá-la por aqui mesmo no terminal sem que ninguém perceba. Mas, um pouco adiante tem uma enorme mala que não pesa quase nada. Esta é a do conhecimento adquirido, das boas experiências, do aprendizado. Esta, meus amigos eu devo a vocês e aos meus professores. Mas, que os professores não se gabem! Tenho uma maleta aqui cheia dos temores, dos medos, das inseguranças, de avaliações que não me avaliaram, que não me pesaram como deveriam. Esta eu deixo aqui mesmo? Não deixo não! Esta eu vou levar comigo também porque um pouco de medo não faz mal a ninguém. O medo pode nos preservar a vida, não? Esta eu levo sim e levo com muito carinho. E tudo o que digo, usando essas analogias bestas, essas metáforas pobres são da maleta na qual guardo meu material de trabalho, da maleta das palavras que daqui para frente serão não só meu trabalho, mas também meu pão, minha vida.
Eu já acho que estou falando demais e enfadando meus bons ouvintes que não vêem a hora de entrar neste trem. Vão, eu não os prenderei mais! Mas antes se lembrem: Ensinar é mais do que transferir conhecimentos, construir conhecimento e formar cidadãos. Nisso, não há nada de novo. Estou citando Paulo Freire. Aliás, formanda citando Paulo Freire é muito, muito clichê. Esqueçam essa parte! Antes de irem quero agradecê-los. Agradecer a vocês professores, a vocês colegas, a vocês meros desconhecidos que estão se formando com a minha turma. Agradeço a vocês por fazerem parte da minha vida, da minha formação acadêmica, de 4 anos que não foram nem longos, nem breves, mas memoráveis. Eu poderia terminar agora essas palavras com uma frase de efeito ou mesmo um gesto que prendesse a atenção de vocês, sei lá, comer papel, mostrar os seios, tentar uma peroração óbvia para um discurso tão besta. Mas vou me abster de todas essas coisas vãs e dizer a vocês o trivial: Muito obrigada. No mais, já é hora de partir!
Tem muita gente por aí dizendo que o Moptop é uma versão pirata da banda norte-americana Strokes. O som é, sim, bastante parecido. Talvez uma guitarrinha aqui, uma levada de baixo ali deixe margens para comparações do tipo e o cd Moptop de 2006 contribui para essas identificações musicais. Mas é com o segundo cd da banda, o Como se comportar, que os cariocas do Moptop se estabeleceram como uma boa banda de indie rock e não como “os brasileiros que queriam ser Strokes”. Com boas letras, um som ora moderno ora clássico, um vocalista de voz marcante, a banda nascida em 2003 se consagra no cenário musical brasileiro e recebe dos críticos inúmeros elogios ao amadurecimento da banda e ao distanciamento da banda americana que outrora lhe serviu de inspiração. Gabriel Marques, vocalista da banda, canta sobre relacionamentos, comportamentos impulsivos, álcool e outros temas com uma voz rouca, rasgada, encantadora, que dá às músicas uma nova emoção a cada acorde, a cada verso. Um ótimo cd para ouvir enquanto se prepara para a balada, para servir de aperitivo para acompanhar a bebedeira com os amigos ou para ficar em casa curtindo um bom som. Recomendado para todas as horas do dia.
Moptop – Como se comportar 1. Aonde Quer Chegar? 2. Contramão 3. Como Se Comportar 4. Desapego 5. Eu Avisei 6. Bom Par 7. Malcuidado 8. Beijo de Filme 9. Adeus 10. 2046 11. História Pra Contar 12. Bonanza
O filme Estômago (Itália-Brasil - 2008), como o próprio título já diz, é para quem tem estômago. Não que o filme seja recheado de cenas fortes, viscerais, mas para quem tem estômago para digerir um filme tão original e inteligente. Para quem tem estômago para aguentar vê-lo sem sentir fome. Raimundo Nonato (João Miguel), um nordestino, vai para cidade grande. Lá aprende alguns mistérios da gastrononia e se apaixona pela prostituta Iria (Fabiula Nascimento) com quem mantem uma relação baseada em sexo e comida. Ainda no início do filme, encontramos Nonato na cadeia e o expectador passa o restante da película tentando decifrar o mistério que leva o nordestino àquele cenário. Daí por diante, muitas desventuras e humor se mesclam qual queijo e goibada e dão ao expectador diversão garantida. O longa é inspirado no conto "Preso pelo estômago" do livro Pólvora, Gorgonzola e Alecrim de Lusa Silvestre, uma das roteiristas do filme, e ganhou importantes prêmios em festivais internacionais como o do Rio, de Rotterdam, Berlim e Punta del Leste. Segue abaixo o trailler do filme. Bom apetite!
Um dia, estava eu passeando pelo youtube quando assisti a um dos vídeos mais emocionantes que eu já vi no site de compartilhamento. O vídeo mostra a emoção do escritor português José Saramago depois de assistir ao filme de Fernando Meireles "Ensaio sobre a cegueira", baseado no livro homônimo do autor lusitano.
E ainda dizem que José Saramago não gostou do filme. Imagina se ele tivesse gostado...