
Quase todas as mulheres querem o mesmo: beijos, atenção, alguém com quem dividir os maiores problemas e as coisas ridiculamente pequenas do dia-a-dia.
Alguém. Ter com quem assistir a um filme no domingo chuvoso. Alguém com quem rir das comédias... Alguém para fazer cafuné.
Não importa quantos diplomas ela tenha e em quantas línguas elas sabem afirmar categoricamente que é mentira tudo que escrevo aqui, as mulheres ainda precisam de alguém para conversar bobagens e coisas relevantes. Para falar sobre física quântica ou de como está gostoso o petisco do bar.
Também não importa se ela tem filhos. Amor de filho, já diria minha mãe, não substitui o calor de um outro amor carnal. Não importa o quanto elas trabalhem e afirmem que não têm tempo para pensar nessas coisas, elas estão pensando nessas coisas sim, no elevador, vendo a novela, enquanto almoçam, no Natal, Carnaval... Sim, elas pensam... e como pensam!
Todas sonham com os amores de uma comédia romântica. Um mocinho divertido que aparece do nada e renova suas vidas. Nem todas, é verdade. Algumas (acreditam que) já encontraram seus mocinhos por aí.
Todas sentem falta de abraços, de beijos de televisão e até das brigas infundadas cuja melhor parte é a reconciliação.
Não, não adianta baterem o pé, mulheres não são auto-suficientes. Sim, elas precisam de alguém para abrir o vidro de azeitona mesmo que elas consigam abrir sozinhas.
Talvez seja esta uma visão superficial dos fatos e de seres tão complexos quanto as mulheres, talvez seja aquela visão deturpada e excessivamente romântica... Ou quem sabe seja o óbvio.





