A autora deste blog não tem por interesse o compromisso com a seriedade ou discussões aprofundadas sobre qualquer assunto que a faça perder tempo em respostas aos comentários postados e sim abordar pensamentos aleatórios construídos em momentos de extremo ócio em ônibus lotados, filas de banco, salas de aula e discussões idiotas decorrentes destes. Se essa não é sua área de interesse, por favor clicar no xis vermelho no canto superior direito da sua tela.
Muitos do além-mar afirmam que ouvem a nossa boa e velha MPB. E muitos brasileiros em terras estrangeiras confirmam isso. Então por que nós ainda não abrimos os olhos às maravilhas sonoras portuguesas?
Vou citar três grandes nomes [ao meu ver, claro] da MPP (música popular portuguesa) que fará, assim espero, seus olhos se abrirem:
O 1º, Madredeus, tem 24 anos de carreira e mistura música popular portuguesa com música erudita e uma pitada da alma lírica dos belos fados portugueses. A canção que escolhi,O Pastor, é do album "Existir" de 1990 e fez parte da trilha sonora da adaptação brasileira da obra Os Maias do escrito português Eça de Queiroz.
O 2º, Jorge Palma, foi membro de uma banda de rock chamada Sindicato. Em carreira solo, se tornou uma espécie de Bob Dylan português. Em 2007 lançou o single Encosta-te a mim.
O 3º se chama Pedro Abrunhosa. Um poeta acima de tudo, Abrunhosa encanta com suas belas letras e pelos arranjos das canções. Pandemônio, a banda que o acompanha, é divina. Já gravou canções com Lenine, Sandra de Sá e Nelly Furtado e foi convidado por Caetano Veloso para juntos fazerem um show. A canção escolhida é Será :
Estava eu por esses dias navegando na internet e me deparo com um vídeo muito interessante com uma mensagem que supostamente seria do Shakespeare. Como o próprio título do poema(?)diz "com o tempo" eu pude ver que muitos atribuem a sua autoria a Veronica Shoffstal. Deculpem a ignorância, mas nem eu nem o santo Google, que tudo sabe, conhecemos algo sobre esta (suposta) escritora. Eu acredito que não seja mesmo do Shakespeare e que ele só entrou nessa para dar mais credibilidade ao poema, visto que, ao que parece, ninguém conhece a tal Veronica. Deixando de lado problemas com a autoria, achei-o belíssimo e decidi compartilhá-lo com vocês (super brega, não?) Sempre achei esses videozinhos o mais fino do brega, mas esse texto merece que a gente feche os olhos para preconceitos bestas. Reflitam...
After a while - Veronica Shoffstal (Ou William Shakespeare, se preferir)
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar as mãos e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se E que companhia nem sempre significa segurança E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas... Pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer A uma criança que sonhos são bobagens, Poucas coisas são tão humilhantes E seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar. Contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, Algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores... E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
Em 2005 e a cantora Bebe era um sucesso por toda a américa latina (salvo Brasil - aqui poucos a conhecem). Ganhadora de 5 grammys latinos (Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano, Melhor Álbum Pop Feminino e artista revelação), Bebe virou um ícone para as feministas graças à canção Malo que virou um hino contra a violência contra a mulher. Seu 1° e único disco, Pafuera Telarañas, vendeu mais de meio milhão de cópias somente na Espanha e teve uma de suas canções em 2° lugar na Billboard. Ela ainda ganhou um Goya , o Oscar espanhol, com a canção Tiempo pequeño que serviu de trilha sonora para o filme "La educacion de las hadas". Aturdida por tamanho sucesso e pela pressão da mídia, Bebe decidiu tirar férias da cantora de sucesso na qual tinha de transformado e anunciou à imprensa sua precoce aposentadoria musical. Mas Bebe jamais foi esquecida (nenhum bom artista o é) e lança em 30 de junho, 5 anos depois de sua saída do cenário musical, seu segundo album: Y. (Y punto). Milhares de fãs aguardam ansiosamente. Quem quiser conhecer mais da bebe vai no site da Bebe. Quem quiser ouvir e ver a Bebe de 2004 e a Bebe de 2009, segue links do youtube para três de suas mais famosas composições, uma do album Pafuera, outra do Y.:
Eu me lembro muito bem que um dia eu odiei a Glória Kalil (jornalista, empresária e consultora de moda brasileira). Mas eu não a odiava assim, sem motivos. Eu pensava que a etiqueta, boas maneiras e todas aquelas baboseiras, que a priori pareciam servir para humilhar aqueles que não sabiam usar os talheres adequados, eram coisas desnecessárias. Eu tenho educação, minha mãe me deu! Me enchia a barriga de comida antes de irmos às festas infantis para que não devorássemos o bufê como mortos de fome. Não nos deixava desrespeitar os mais velhos a quem tínhamos de dar o lugar onde estávamos sentados. Fazíamos tudo a contra-gosto, mas fazíamos. Minha educação (que hoje nem sei como julgar, se dura demais ou inadequada ou se maravilhosa) não é o nosso interesse agora. Voltemos à Glória. Um dia olhei a consultora de modo distinto e pude perceber que em partes ela estava coberta de razão. Ouvi- a dizer que a etiqueta é, antes de tudo, uma questão de educação. E não é que ela estava certa! Muitas vezes, ter bons modos é ter bom senso. O uso inadequado dos aparelhos sonoros é um belo e eficaz exemplo disso. Avançamos em tecnologia e agora os aparelhos celulares tocam MP3. Isto seria maravilhoso não fosse o fato de agora estarmos em ônibus e sermos obrigados a ouvir os piores tipos de música (usar o termo música é um pouco demais para aqueles barulhos). Você está lá, concentrado em milhares de pensamentos, e aquele barulho irritante sendo ouvido não só por um indivíduo, mas, obrigatoriamente, por todo o ônibus. Isso é falta de bom senso. E tem ocorrido em todos os locais, até nos mais improváveis! Você até pode gostar daquela música, mas deve lembrar que nem todo mundo gosta. Já pensou se todo mundo decide mostrar suas preferências musicais ao mundo? Fones de ouvido resolveriam o problema se não causassem outro incomodo. Os populares MP3, MP4, MP196788 ganharam pessoas de todas as idades e tiraram de alguns o bom e velho discernimento. Você agora encontra alguém que de imediato puxa uma conversa com você, mas não tira o maldito fone do ouvido enquanto fala. Já vi os aparelhos serem usados em salas de aula (bem no meio da aula) e até em (pasmem) reuniões com o prefeito (!). É o cúmulo do desinteresse, do “tô nem aí”, do desrespeito, do “não me importo com você”. Hoje, alguns carros parecem ser usados como objetos de disputa do tipo “meu carro tem um som mais potente que o seu". Você decide sair de casa, dar uma volta na praia, sentar na calçadinha e relaxar. Um minuto depois vem um preparando uma mini-festa bem onde você está. Pára, abre a mala do carro, liga o som para todo o quarteirão e adjacências ouvirem, abre umas cervejas e você, que só queria sossego, é obrigado a se retirar para não atrapalhar a “festa” do sujeito mal educado. Depois de tudo, o que nos resta é ter paciência e pensar se nós mesmos não praticamos esses pecados sonoros às vezes.
Ouvir e ver Sílvia Machete já é meio passo rumo ao um abismo: a paixão musical mais avassaladora. Sílvia é um artista completa: canta, dança, faz malabarismos, bamboleia, faz truques de mágica e encanta qualquer um com sua vitalidade e espontaneidade. Mas misturar circo e música não é o único trunfo da cantora que trocou o Rio de Janeiro pelo East Village, bairro boêmio novaiorquino. Sílvia tem uma voz marcante e composições que impressionam pela simplicidade das letras e pelos arranjos originais. O cd Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos (2006), primeiro cd da cantora, traz músicas como "Toda bêbada canta" (sobre a maldita ressaca moral), "Pé", e versões como a de "Gente aberta" de Roberto e Erasmo Carlos e uma versão bossa nova de "Sweet child of mine" do Guns'n'roses. E para coroar o sucesso do album, Silvia lançou recentemente o DVD Eu não sou nenhuma santa (2008) no qual explora aos máximo sua versatilidade musical e corporal.
Este ano, Marília e eu passamos por um momento que pode ser muito difícil: a conclusão do 1° curso.
Antes da aula da saudade, naquele momento em que já começamos a sentir as dores de uma pré-saudade, escrevi um texto e li para meus amigos e professores. A quem interessar, segue o texto e vídeo do momento:
Meus bons amigos,
O trem acaba de chegar na Estação. É hora de nos despedirmos. Hora de seguir viagem rumo ao novo. O maquinista nos espera. E este maquinista pode ser muitas coisas dentre elas a vida nos chamando para seguir a diante ou mesmo o Sistema nos dizendo: “venham, venham ser a base sólida do meu mais importante aparelho ideológico”. Mas vamos ficar com a primeira opção por parecer mais poética. Sejamos poéticos hoje, mas apenas hoje. Apenas hoje? Digamos então que os passageiros desse trem (nós) somos poetas. Poetas que podem viver suas vidas em sonetos, organizadas em 2 meses de quartetos e 2 meses de tercetos, em dias em decassílabos. Ou viver seus dias em versos livres desorganizados em meses de 1, 2 ou 3 versos, sem rima. E escolha é de vocês. Vocês podem escolher a forma como viverão suas vidas e essas formas podem ser fixas ou não. Mas voltemos um instante à Estação. Temos tanta bagagem a levar, tantas malas. Se bem que algumas penso em deixar pelo caminho. Esta das teorias abstratas que eu acredito que jamais usarei, eu já penso em formas para deixá-la por aqui mesmo no terminal sem que ninguém perceba. Mas, um pouco adiante tem uma enorme mala que não pesa quase nada. Esta é a do conhecimento adquirido, das boas experiências, do aprendizado. Esta, meus amigos eu devo a vocês e aos meus professores. Mas, que os professores não se gabem! Tenho uma maleta aqui cheia dos temores, dos medos, das inseguranças, de avaliações que não me avaliaram, que não me pesaram como deveriam. Esta eu deixo aqui mesmo? Não deixo não! Esta eu vou levar comigo também porque um pouco de medo não faz mal a ninguém. O medo pode nos preservar a vida, não? Esta eu levo sim e levo com muito carinho. E tudo o que digo, usando essas analogias bestas, essas metáforas pobres são da maleta na qual guardo meu material de trabalho, da maleta das palavras que daqui para frente serão não só meu trabalho, mas também meu pão, minha vida.
Eu já acho que estou falando demais e enfadando meus bons ouvintes que não vêem a hora de entrar neste trem. Vão, eu não os prenderei mais! Mas antes se lembrem: Ensinar é mais do que transferir conhecimentos, construir conhecimento e formar cidadãos. Nisso, não há nada de novo. Estou citando Paulo Freire. Aliás, formanda citando Paulo Freire é muito, muito clichê. Esqueçam essa parte! Antes de irem quero agradecê-los. Agradecer a vocês professores, a vocês colegas, a vocês meros desconhecidos que estão se formando com a minha turma. Agradeço a vocês por fazerem parte da minha vida, da minha formação acadêmica, de 4 anos que não foram nem longos, nem breves, mas memoráveis. Eu poderia terminar agora essas palavras com uma frase de efeito ou mesmo um gesto que prendesse a atenção de vocês, sei lá, comer papel, mostrar os seios, tentar uma peroração óbvia para um discurso tão besta. Mas vou me abster de todas essas coisas vãs e dizer a vocês o trivial: Muito obrigada. No mais, já é hora de partir!
Tem muita gente por aí dizendo que o Moptop é uma versão pirata da banda norte-americana Strokes. O som é, sim, bastante parecido. Talvez uma guitarrinha aqui, uma levada de baixo ali deixe margens para comparações do tipo e o cd Moptop de 2006 contribui para essas identificações musicais. Mas é com o segundo cd da banda, o Como se comportar, que os cariocas do Moptop se estabeleceram como uma boa banda de indie rock e não como “os brasileiros que queriam ser Strokes”. Com boas letras, um som ora moderno ora clássico, um vocalista de voz marcante, a banda nascida em 2003 se consagra no cenário musical brasileiro e recebe dos críticos inúmeros elogios ao amadurecimento da banda e ao distanciamento da banda americana que outrora lhe serviu de inspiração. Gabriel Marques, vocalista da banda, canta sobre relacionamentos, comportamentos impulsivos, álcool e outros temas com uma voz rouca, rasgada, encantadora, que dá às músicas uma nova emoção a cada acorde, a cada verso. Um ótimo cd para ouvir enquanto se prepara para a balada, para servir de aperitivo para acompanhar a bebedeira com os amigos ou para ficar em casa curtindo um bom som. Recomendado para todas as horas do dia.
Moptop – Como se comportar 1. Aonde Quer Chegar? 2. Contramão 3. Como Se Comportar 4. Desapego 5. Eu Avisei 6. Bom Par 7. Malcuidado 8. Beijo de Filme 9. Adeus 10. 2046 11. História Pra Contar 12. Bonanza