domingo, 2 de agosto de 2009

Unindo o fútil ao agradável


Eu tenho andado bem distante deste blog ultimamente. Muitas vezes por falta de tempo, noutras por falta de pauta. Não gosto de escrever quando não tenho vontade, pela pura obrigação de fazê-lo. Eu escrevo quando me dá um afã estranho que não sei bem de onde vem, instala-se em meus ossos e que, Deus sabe, eu só me sinto bem quando consigo saciá-lo.
Segundo Wittgenstein, o pensamento é organizado muitas vezes em forma de palavras. Concordo. Muitas vezes, penso em palavras, em orações completas, parágrafos. Dessa forma, sinto como se estivesse escrevendo. Se me der vontade de passar meu pensamento para o papel, faço-o ou deixo para outro momento e as palavras, muitas vezes vãs, me somem com o vento.
Muitos leitores têm o costume de pensar que fiz este blog para falar de coisas sérias. Acham que eu tenho o dever quase cívico de falar alguma coisa que soe inteligente ou que pareça necessário à sociedade ou que faça o outro refletir sobre a sua condição.
Eu gosto de falar sério e de soar inteligente, todos gostam. Mas o que eu amo mesmo é falar trivialidades. Quando escrevo, não gosto de me prender a um tipo de pauta. Quero escrever sobre o que eu quiser, seja o assunto frívolo ou não.
Muitas coisas me perturbam ou me fazem bem no meu dia-a-dia e eu não vou escolher apenas as mais finas e tratá-las com a erudição que não possuo.
Eu peço perdão pela ausência, mas também peço paciência para que o argumento me venha sem esforço, sem a preocupação de ter que atualizar o blog sempre com qualquer coisa tosca.
E se você não consegue se adaptar a essa realidade de escrever quando se quer sobre o que se quer... paciência, meu caro, paciência.

3 comentários:

Mônica disse...

Apoiada, cara companheira. Faço minhas as suas belas e inteligentes e nada frívolas ou triviais palavras! Tentei falar de algo parecido no meu blog, mas não consegui deixar a coisa tão boa quanto o seu texto. Realmente, muito bom!

Italo disse...

O eterno "problema" de quem escreve. Falta assunto, falta inspiração, falta aquele impulso criativo incontrolável.

Ah, mas quando ela vem, quando a vadia da inspiração chega, rápida e inesperada como um raio... ah, é muito bom.

Não escreva por obrigação. Escreva quando tiver vontade, escreva por diversão. É bem mais divertido. =]

Anne disse...

é bom ler vc ^^