quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O carnaval da louca


Me chamaram de louca
Me jogaram ao chacal
E com a voz tão rouca
Desejaram o meu mal

Me chamaram decadente
Me disseram atrevida
Me joguei à própria sorte
Me entreguei a minha vida

Me chamaram de doente
Me disseram que não
Hoje vêm assim contentes
Querendo me dar a mão

Me chamaram deprimida
Me negaram os braços
Hoje vêm tão displicentes
Querendo me dar abraços

Me chamaram pessimista
Não quiseram me dar teto
Como se ser otimista
fosse não ter desafeto

Mas não me entenda faz mal
Cada um dos meus dias
É dia de carnaval
E todas as minhas dores
são pretextos pra sambar.
Hoje o bloco é seleto
Se negaram me teto
Não será mais um motivo para chorar
Vou até fazer direito
vou inflar bem forte o peito
Pra duas coisas não faltar:
Amor e ar!

Um comentário:

Mônica de Andrade disse...

Yah yah... Fizeram isso comigo certa fez e eu ameacei passar com o carro por cima, dar ré e cantar o pneu passando por cima outra vez...
Depois disso, me deixaram em paz