segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os 7 pecados capitais em música

Pecar todos pecam. Mas pecar em forma de música é coisa para poucos. Confira abaixo músicas referentes a cada um dos pecados capitais.

1. Preguiça. The lazy song - Bruno Mars



Ápice do pecado:
"Hoje eu não estou com vontade de fazer nada
Só quero ficar deitado na cama
Não quero atender o telefone
Então deixe o recado na secretária eletrônica
Pois juro que hoje eu não quero fazer nada".
 
2. Inveja.  Invejoso - Arnaldo Antunes


Ápice do pecado:
"O carro do vizinho é muito mais possante
E aquela mulher dele é tão interessante
Por isso ele parece muito mais potente
Sua casa foi pintada recentemente"
 
3. Gula. Feijoada completa - Chico Buarque
 
 
 
Ápice do pecado:
"Mulher, você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar:
Arroz branco, farofa e a malagueta;
A laranja-bahia ou da seleta.
Joga o paio, carne seca,
Toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão
".
 
4. Avareza (paixão pelos bens materiais). Diamonds are a girl's best friend - Marylin Monroe
Versão cantada pela bela diva no filme "Os Homens preferem as loiras", de 1957.
 
 
 
Ápice do pecado:
 "Um beijo pode ser grandioso mas não pagará o aluguel
Do nosso humilde apartamento, nem o ajudará com as refeições"
 
5. Ira. St. Anger - Metallica
 
 
Ápice do pecado:
"Eu estou muito bravo com você (x4)
... E Eu quero, que minha raiva seja saudável
... E Eu quero, minha raiva só pra mim
... E Eu preciso que minha raiva não controle
... E Eu quero que minha raiva seja eu"
 
6. Luxúria. Erotica - Madonna
 

Ápice do pecado:
"Erotica, erotica, ponha suas mãos sobre todo o meu corpo
Toda sobre mim"
 
7. Vaidade. Eu me amo - Ultraje a rigor
 
 
Ápice do pecado:
"Eu me amo, eu me amo. 
Não posso mais viver sem mim".
 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Andy Kaufman e o humor em tempos modernos

Lembro-me de ler uma entrevista na qual o ator e humorista Eduardo Sterblitch, o Freddy Mercury Prateado do Programa Pânico na TV ter dito que o público não sabia o que é bom ou o que é ruim, que o público não pensa e que deveria assistir à TV por ser algo mais fácil. Antes de iniciar a peça Minhas sinceras desculpas, peça da qual desistiu de continuar realizando por "culpa do público", pediu que ninguém fumasse no local para logo mais fumar pelo menos dois cigarros no palco. Engraçado e original. Na verdade não. O que acontece é que, muitos anos antes de Eduardo nascer, o comediante norte-americano Andy Kaufman fazia o mesmo quando travestido de Tony Clifton, um de seus personagens mais famosos e controversos. Não desmereço o ator brasileiro por uma mera referência (o humor vive disso, não?), mas por tantos quadros do Pânico serem tão manjados e que lembram tanto as aventuras de Kaufman no teatro e televisão. Em 2005, por exemplo, o programa de TV pôs um locutor para ler trechos de O guardador de rebanhos, de Fernando Pessoa, o que a crítica julgou como um deboche genial. Não era para tanto. Décadas antes, Kaufman lia para uma plateia ensandecida todo (TODO) o romance O grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald. Num ataque de "genialidade", o Pânico pôs uma lutadora profissional para lutar (ou bater) nos integrantes do programa. Engraçado, no final dos anos 70, Kaufman se dedicou à luta livre, lutando com (pasmem) MULHERES! O mais importante não é o que se copia no âmbito do humor no Brasil ou o que a crítica classifica como original. O importante é que se constate que boa parte desse discurso que alguns humoristas fazem como que propondo uma maior reflexão do público ou de não encarar nenhum assunto como tabu é mais velho do que se imagina. A diferença é que no passado, os bons humoristas tinham suas convicções que iam além de IBOPE ou de dinheiro (e falo isso sem o véu da nostalgia que por vezes nos cega). Andy Kaufman foi a contra-gosto para a TV norte-americana e fez de um tudo para não se manter lá (embora tenha trabalhado bastante tempo no Saturday Night Live). Propunha um humor que o público muitas vezes não entendia e que nem ele ousava explicar, apenas ria e se divertia com sua grande traquinagem. Nada era tabu para Kaufman. Ou quase nada, porque Kaufman tinha também assuntos tabus. Adepto da meditação transcendental, Kaufman em plenos anos 70, negou-se veementemente a fazer piadas com drogas em uma sitcom. A ABC, emissora com a qual tinha contrato, não aceitou os apelos de Kaufman para retirá-lo da atração. Sem papas na língua, Kaufman abriu a boca no programa (que era ao vivo) causando grande estardalhaço na emissora aos olhos do grande público que o assistia, como sempre, atônito (assista ao vídeo da cena). Kaufman era genial. Genial porque nunca abandonou suas convicções. Para ele, o mundo era uma ilusão e de uma ilusão só se poderia rir. E riu muito dele: plantou notícias falsas na mídia, contratou atores profissionais para suas "brincadeiras", mentiu para a própria família. Tudo pela diversão. O grande público acabou não achando muita graça e Kaufman, infelizmente, teve que lutar contra o ostracismo no qual era jogado. Em 1984, descobriu que possuía em tipo raro de câncer no pulmão. Ninguém acreditou: família, amigos e tampouco a imprensa. Kaufmam morreu dias depois. Até hoje, os americanos dizem que assim como Elvis, a quem ele imitava divinamente, Kaufman não morreu. Apenas fez mais uma de suas brincadeiras. Isso sim é ser genial. PS. Em 1999, Andy Kaufman ganhou uma bonita homenagem: o filme O mundo de Andy (Man on the moon), estrelado por Jim Carrey e a música homônima do R.E.M.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

C.R.A.Z.Y - Loucos de amor (Canadá, 2005)

O filme canadense "C.R.A.Z.Y - Loucos de amor" é um verdadeiro achado. Primeiro, porque encontrá-lo é tarefa das mais árduas. Segundo, porque o filme é um daqueles filmes raros, cujo o roteiro, atuações, fotografia, trilha sonora, direção estão impecáveis. "C.R.A.Z.Y" foi o indicado canadense ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005, mas não deu para o longa naquele ano. Uma lástima. Talvez fosse mais fácil de encontrar se indicado. Baseado nas memórias do co-roteirista, C.R.A.Z.Y aborda várias temáticas, uma delas, a questão da homossexualidade, mas sem apelação, afetação ou estereótipos, com a sutileza de poucos filmes sobre o assunto. Embora, o filme trate desta questão como central, outras questões se sobressaem. O amor é mostrado como eixo norteador de todas as outras temáticas, como abuso de drogas, questões familiares etc. Amor de pai pelos filhos (mostrado lindamente pela atuação de Michel Côté, como pai de 5 filhos) e de filho pelo pai (pela interpretação magnífica de Marc-André Gondrin), um amor sem limites que, em muitas das vezes faz com que os dois ajam de modo radical. Dirigido por Jean-Marc Valée, C.R.A.Z.Y leva o expectador a viajar por pelo menos três décadas da vida de Zac Beaulieu (Marc-André Gondrin), um jovem com tendências homossexuais que desde a infância esconde suas preferências por amor ao pai. De seu nascimento nos anos 60 a adultez no final dos anos 80, o diretor nos embala com uma magnífica trilha sonora composta por canções de David Bowie, Jefferson Airplane, Charles Aznavour e pela música "Crazy", de Patsy Cline, que embala todo o filme (contam as más línguas que Valée deu parte de seu salário para pagar os custos dos direitos autorais das músicas selecionadas para o filme). Divertido, belíssimo e emocionante, C.R.A.Z.Y é, sem dúvida, um ótimo filme sobre preconceito, relações familiares e amor. Vale muito a pena assistir. Ficou curioso? Segue o trailler abaixo:

domingo, 3 de junho de 2012

Conto curto e torto.

Duas amigas conversam em meio ao caos: - Depois de tudo aquilo, fui pro mundo e deu à torto e direito. A amiga dá mais um trago no cigarro enquanto a outra completa: - Mais aos tortos que aos direitos.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rap ruim para um filho da puta pior ainda

Olha eu aqui perdendo o meu tempo com você/ Fazendo a porra de um rap, tentando esquecer/ Todas as promessas que você me fazia/ “Olha, quem sabe a gente se case um dia”/ Ah, mas eu não posso agüentar, / Tenho que xingar/ E gritar tudo que eu posso/ Pra poder desabafar/ Porco, sacana, meu maior inimigo/ Tudo que você vê/ É a porra do seu umbigo/ Por mais que eu tente, não consigo esquecer/ De quando sua namorada decidiu aparecer/ E toda inocente veio me cumprimentar/ Falando que de mim muito tinha ouvido falar/ E eu com sorriso tipo Monalisa/ Como um pagão bem na hora da missa/ Naquela hora eu queria ter uma bomba na mão/ Pra poder jogá-la bem no seu culhão/ Eu queria fazer o maior estrago/ Que um pedaço seu não coubesse num 3x4/ Mas de uma coisa você tinha razão/ Eu sou muito areia pra esse seu caminhão/ Você achando que a melhor pica desse mundo/ Só se no mundo sexo bom durasse um segundo/ Posso parecer do tipo classuda/ Mas quando desço vou mais baixo que a Valesca Popozuda/ É bom ficar ligado, é bom tu saber/ Esses teus podrinhos logo vão aparecer/ Vão ficar sabendo que tu não vale bosta/ Que vive falando mal dos outros pelas costas/ Olha, meu caro vou botar pra foder/ Eu no teu lugar botava logo pra tremer/ Você não sabe ainda do que sou capaz/ É bom andar sempre olhando para trás/ Você não sabe o que posso fazer/ Acabar com tua cara que nem tua mãe vai reconhecer/ Não pense que eu faço isso porque você foi gostoso/ Mas porque de todos eles você foi o mais o escroto/ Não vou nem perder meu tempo, tu já é passado/ E esse nosso caso vai ser arquivado/ Pá-pum-pum-pa-pei/ Nesse meu mundinho quem tem olho é rei/ Eu tenho dois para encarar e pra te avisar / Que logo, logo tua hora vai chegar!/

domingo, 15 de abril de 2012

My Valentine, de Paul Mccartney


Em pouquíssimos dias o grande Paul Mccartney estará outra vez no Brasil. Antes disso, divulgou em seu site, www.paulmccartney.com, o clipe da canção My Valentine, do disco Kisses on the bottom. A música tem a participação de Eric Clapton, na guitarra, no lindo instrumental da música, e de Natalie Portman e Jhonny Depp no clipe, interpretando lindamente a música com a linguagem de sinais. Sem contar que o próprio Paul dirigiu o clipe! Belíssimo. Um aperitivo para quem vai ao show.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sim, eu amo carnaval


Há algum tempo, a jornalista paraibana Rachel Sheherazade ficou famosa no país inteiro por dizer odiava o carnaval. Alegou que hoje, a segregação entre os ricos e pobres é evidente devido a camarotes e abadás. Falou um monte de coisas fáceis de ser ver e foi tão elogiada que acabou por se tornar repórter em jornal de âmbito nacional.
Como eu posso dizer que ela está errada? Negaria que os cordões de isolamento não são um tipo de segregação social? Jamais! Eu acredito no que ela diz porque é óbvio.
Agora enxergar o que não é tão claro assim é que é mais difícil e nem sempre ganha a aclamação popular. Diferentemente dela, eu AMO carnaval, a festa da carne, do avesso, do mundo, do povo.
O carnaval nasceu da necessidade do povo de subverter a ordem. No carnaval quem manda é o povo! Os reis são ridicularizados, rebaixados. Rei só se for o Momo. Os nobres se mascaravam e passavam em meio à multidão que não se distinguia entre ricos e pobres, eram foliões e só.
Há camarotes dividindo as pessoas? Há. Mas quem faz o carnaval se não o povo? Quem trabalha o ano inteiro por ele? Quem desfila? Quem faz bonito? Quem sofre ou ri com o resultado? Quem senta horas numa dura arquibancada só para vibrar quando a escola do coração invade a Sapucaí? É o povo.
Há abada? Cordão de isolamento? Óbvio. Porém, em cada dia de carnaval, circulam pelo menos 20 blocos pelas ruas do Rio de Janeiro de graça e para qualquer folião. Isso apenas no Rio e em apenas um dia! Pelo país o número é tanto que nem se sabe ao certo.
Você pode acreditar que carnaval é apenas aquele que os ricos podem participar. Eu acredito em carnaval de rua, em feriado de três dias nos quais o povão pode reinar, dançar, comemorar.
Eu amo carnaval porque o povo não deixa que ele morra em sua essência. Nasceu do povo e vive por causa dele. E carnaval é feito samba: quem não gosta dele, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé.