Quem nunca teve aquele amor que só deu trabalho que atire a primeira pedra.
Hoje, no entanto, vamos deixar as pedras de lado e vamos jogar musiquinhas para exorcizar esses demônios.
1. A primeira delas é um dos grandes sucessos gravados por Ray Charles na década de 60. Hit the road fala sobre um cafajeste implorando abrigo a sua "mantenedora", que nega e pede que ele "pegue a estrada".
Nível de "Vá embora": Já deu, né?
2. Sucesso na voz de Gloria Gaynor, gravada em 1978, I will survive acabou se tornando um hino gay depois de ter feito parte da trilha sonora de Priscila: a rainha do deserto, de 1994.
A música, você já deve saber, trata de um fim de relacionamento em que a mulher abandonada garante que vai sobreviver sem o ex-amado.
Nível de "Vá embora": Benhê, eu sou mais forte que isso, amoooor.
3. Leave é uma das músicas que compõem a trilha sonora do filme irlandês Apenas uma vez (Once), longa esse que tinha como protagonistas a dupla Glen Hansard e Markéta Irglová, autores da canção e ganhadores do Oscar de melhor canção original de 2008 (por Falling slowly, do mesmo longa).
A música fala de um relacionamento que não deu certo e que só resta ao outro ir embora.
"Eu não posso esperar pra sempre, foi tudo o que você disse
Nível de "Vá embora": Pode ir, mas que eu vou sofrer, eu vou...
A autora deste blog não tem por interesse o compromisso com a seriedade ou discussões aprofundadas sobre qualquer assunto que a faça perder tempo em respostas aos comentários postados e sim abordar pensamentos aleatórios construídos em momentos de extremo ócio em ônibus lotados, filas de banco, salas de aula e discussões idiotas decorrentes destes. Se essa não é sua área de interesse, por favor clicar no xis vermelho no canto superior direito da sua tela.
domingo, 9 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Aos demônios

Não sei em quais dos passos foi findar nosso balé
Eu fui teu bem-querer e você foi meu mal-me-quer.
O mesmo mal que aflige as moças de bom coração
E traz esses demônios às que pedem proteção.
O sofrimento de que não podemos mais fugir
O Karma que insiste em sempre vir nos perseguir.
Aquela dor antiga, aquela velha aflição
Senhor, afasta de mim estes maus de coração!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Poema sem título (porque Ama-me seria óbvio demais)
Quando os motivos forem muitos, ama-me também.
Ama-me quando não houver nada melhor para fazer
E ainda mais quando estiveres tomado de trabalho e culpa.
Povoa teus pensamentos de mim ou me deixa vagar sozinha em teus devaneios.
Ama-me em teu desespero e em tua alegria.
Ama-me em teu silêncio ou ama-me pelos cotovelos,
para mim tanto faz contanto que ame.
Ama-me quando teus passos forem arbitrários. Ama-me quando
não quiseres ir trabalhar.
Ama-me quando conseguires reunir aqueles dez mil motivos
para me odiar.
Ama-me no dia de teu casamento ainda que a noiva não seja
eu.
Ama-me quando quiseres e ainda mais quando não te der
vontade.
Ama-me em meus pecados, em nossas desavenças. Ama-me quando
o mundo disser: NÃO!
Ama-me quando eu for embora e ainda mais quando eu
regressar.
Ama-me com cinismo e lealdade.
Ama-me quando eu merecer e quando eu não precisar.
Ama-me apenas porque amar é bom.
Ama-me
Ou de que me valeriam os versos?
Estes que fiz com tanto amor?
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Um dia na vida de todas nós
Sandra acorda cedo todos os dias. Antes de ir trabalhar, vai
até a academia. Saindo de lá, ouve obscenidades de alguns transeuntes. Nessa
hora, sempre repara nas roupas que veste. Seriam elas culpadas? Talvez a calça
de ginástica estivesse muito justa.
Volta para casa. Toma banho. Pega o carro. Sandra é sempre
muito prudente no trânsito, mas leva uma “fechada”. O motorista do outro carro,
o culpado, xinga e a acusa: “Só podia ser mulher pra fazer uma m*rda dessas!”
Chega ao trabalho. Vai à reunião que espera há meses. Nesta
reunião, decidirão quem será promovido. Sandra realizou um excelente trabalho e
espera agora reconhecimento. Ele não vem. Um colega, bem menos capacitado, toma
a vaga. Ao fim da reunião, o chefe a chama de lado e se defende: “Seu trabalho
é muito bom, mas o cargo exige firmeza, não pode ter muito sentimentalismo. Não
seria um cargo bom para mulher. E outra, muitas viagens. Você tem filhos”.
Filhos? O colega também tinha, mas ela não respondeu.
Saiu do trabalho. Queria arejar as ideias tomando um chopp.
Sentou-se sozinha no bar. Lá, um rapaz puxou uma das cadeiras de sua mesa e
pôs-se a conversar. Sandra disse que não queria companhia. O garçom, vendo a
cena, perguntou se Sandra precisava de mais alguma coisa e se o rapaz a estava
importunando. Sandra respondeu que não e que já ia embora. Pagou a conta e
antes de sair não pôde deixar de ouvir outro garçom comentar sobre ela: “Mulher
sozinha em bar só pode estar procurando macho”.
Volta para casa e se sente só. Lembra-se das palavras de sua
mãe sobre as muitas traições de seu ex-marido: “Conforme-se. Homem trai mesmo e
não pode ter uma mulher só. Tem que ter na rua o que não pode fazer em casa. E
mais, vai ficar sozinha cuidando desse menino? Que homem quer ficar com uma mulher
que tem filho? Nenhum. Só vão usar você”.
Sandra não concordava. Tinha um homem sim que queria ficar
com ela, mas não poderia chamá-lo para dormir com ela e afastar a solidão. A
senhoria da casa onde morava a alertava já no primeiro aluguel: “Minha antiga
inquilina também morava com o filho e vez ou outra trazia um macho pra dentro
de casa. Não gosto de pouca vergonha aqui”.
Dormiu só.
Parece sim uma história inventada, mas Sandra é apenas uma
personagem que encarna tudo que nós mulheres ouvimos todos os dias das mais
variadas pessoas.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
O minuto
Depois de
toda aquela briga
Ele a pediu
apenas um minuto.
Nesse minuto,
faria a mais bela cena de amor do mundo,
Falaria de
amor como nenhum poeta teve coragem ou talento.
Deus riria e
bendiria toda a sua criação.
O diabo, por
sua vez, maldiria seu triste invento: a separação.
Suspensos no
tempo e no espaço, assistiríamos ao maior espetáculo,
Roendo as
ruas, acreditando, fazendo figa...
Eram apenas
60 segundos...
O minuto que
ela não deu.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Os porquês da partida
Oh meu amor, diga-me o porquê.
Diga-me por que, depois de tantas vírgulas, veio até nós o
temível ponto final?
Por que nosso vinho virou vinagre?
Por que, depois de tanto fogo, nosso amor vira bituca?
Por que nossa cama, tão pequeninha, hoje é uma king size?
Diga-me, amor, por que agora vamos dividir os discos e os
amigos?
Eu te imploro que me deixe aquele do Dylan e dois amigos
desses. Qualquer um deles me serve, mas o disco... só se for do Dylan.
Adeus.
domingo, 10 de março de 2013
Três filmes que provam que a solidão é uma m*rda!

Ficar sozinho [todos sabem] é algo muito, mas muito, muuuuuito ruim. Mas tem gente que ainda insiste em dizer o contrário. Para essa minoria de mal-amados, o Top 3 apresenta TRÊS FILMES QUE PROVAM QUE FICAR SOZINHO É UMA M*RDA!
3. Náufrago (EUA, 2000)
Um workaholic inspetor do famoso Fedex sofre um acidente aéreo que o deixa em uma ilha deserta durante 4 longos anos. Depois de fome, dor e muuuita solidão, Chuck Noland (Tom Hanks) tenta voltar a civilização e para a noiva, vivida por Helen Hunt, que acredita que ele morreu. Destaque para a belíssima interpretação da bola Wilson, como WILSON.
Nível de solidão: Muito chato ficar só, velho!
2. 127 horas (EUA, 2011)
Baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que adorava escalar montanhas sozinho até sofrer um acidente que o fez ficar preso durante 5 dias (127 horas) numa fenda e refletir sobre a bobagem que é tentar ficar sozinho. Uma narrativa focada no protagonista com uma das cenas mais viscerais do cinema e uma belíssima atuação de James Franco.
Nível de solidão: Tá f*dido pra c*ralho, velho!
1. Na natureza selvagem (EUA, 2008)
Baseado na história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovenzinho recém saído da faculdade que decide viver longe da sociedade capitalista. Em viagem pelos Estados Unidos que nem mesmo os americanos conhecem, Christopher conhece diversas pessoas e decide por fim viajar rumo ao Alasca em busca de uma vida solitária "na natureza selvagem". Só poderia dar m*rda, né? Os relatos da viagem foram publicados pela família. O livro deu origem ao filme, dirigido por ninguém mais, ninguém menos que Sean Penn e a belíssima trilha sonora de Eddie Vedder.
Nível de solidão: Melhor nem comentar!
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