segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Top músicas para dor de cotovelo.


Relacionamento não deu certo? Acabou? Não tem problema. Quer um bom conselho? Põe aquela música de "roedeira" e chore, chore, chooooore. Melhor que isso para dor de cotovelo só chá de p*ca!
Mas se controle e faça o mais sensato: Chore!
Para isso, fizemos um top para você roer. Pega a cachaça e vamos lá.

5. Spending my time - Roxette.



Para cantar bem alto:
"Spending my tiiiiiiiiime
Watching the days go byyyyyyy"


4. All by myself - Eric Carmen/Celine Dion



Para cantar bem alto:
"Aaaaaall byyyyy myyyyseeeeeelf
Don't wanna live"


3. The winner takes all - Abba.



Para cantar bem alto:
"The winner takes aaaaaaaaall"

2. Love of my life - Queen



Para cantar bem alto:
"Love of my life
you hurt me
You've broken my heart
and now you leave me"


1. Amado - Marcelo Jeneci/Vanessa da Mata


Para cantar alto:
"Como pode ser gostar de alguém
e esse tal alguém não ser seu"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A luz de Elis


Na era de ouro, conheci Elis. E me desculpem os leitores se não tenho o refinamento necessário para defini-la; escrevo como escreveram os de minha época, com os avanços de um Fitzgerald ou de um Kerouac.
Elis não era fina, nem cheia de afetações como quase todas as moças da época, embora usasse os cabelos curtos à la mode e um batom forte como as moças dos teatros de revista. Gostava de falar de coisas de homem. Repetia sempre que Chiquinho, ídolo do Andarahy futebol Clube, era o melhor jogador que já havia visto, dizia que o maxixe um dia iria chegar às casas mais requintadas da Europa e que a guerra iria acabar com as riquezas dos grandes cafeicultores. Coisas de se espantar ouvir de uma moça naqueles tempos, não só por parecerem irreais à primeira vista, mas por serem ditas por uma figura tão franzina dando longas baforadas de charuto. Não fazia o estilo “melindrosa” de tantas moças que pelos salões passavam e orgulhava o pai por sua inteligência e altivez.
As mulheres sempre que podiam falavam horrores sobre ela; de sua falta de decoro, de educação, de não seguir a etiqueta, da forma como ajeitava os cabelos, de qualquer mínima falha. Eu, por minha vez, adorava tirar-lhe um sorriso ou algumas muitas palavras e da luz que incidia sobre ela, de como ela dançava o foxtrot sozinha...
Eu sempre fora apaixonado por ela. E a imaginava cuidando de nossa casa como uma magnífica rainha do lar, esperando para desabotoar os cadarços de meus sapatos, de joelhos sob a cadeira de repouso. Lembro de ter falado a minha mãe de propor-lhe um namoro sério, o que minha mãe rejeitara.
- Aquela age como homem! Dia desses a vi dando um arroto estrondoso! Sei que foi ao sair do banheiro e ninguém além de mim viu. Mas uma moça não arrota daquele jeito! Fora que seu pai só tem mesmo o nome e os amigos para nutrir-lhe. Logo estarão os dois na lama e ela sem empinar tanto o nariz!
Todos me demoveram a ideia. Todos alegavam que ela não era mulher para mim. Enfim me convenci e casei-me com Gertrudes Lopes Mendes Andrade a 22 de agosto de 1935, hibernu.
Encontramos Elis em diversas festas às quais fomos como casal. Soube em uma delas que se casaria com Fernando Antonio de Aragão Sousa e Sá, um rico latifundiário. Arrependi-me amargamente do dia de meu casamento e praguejei contra ela inúmeras vezes em pensamento. Da lama que minha mãe esperava, eu nada vi. Ao contrário: vi-a feliz ao lado do marido, com seu largo sorriso. Depois a brincar com os filhos, sempre sorrindo e falando das coisas de que sabia: Tudo. Sendo o que era desde que a conheci: o centro de qualquer universo social.
Gertrudes era o sonho de minha mãe, o sonho de meus amigos, o sonho do meu pai e aquilo com o qual sonhei: uma mulher que cuidava da casa, que desabotoava meus sapatos, a rainha do meu larzinho num bairro de classe média ao sul.
Fui feliz, não nego. Mas nunca saberei se seria tão feliz quanto o homem que teve a luz do sol pulando a janela da sua sala, com trejeitos de menina e acompanhando todas as suas conversas... A luz que só Elis era capaz de ter.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Miss Sarajevo


Miss Sarajevo é, sem dúvidas, uma das mais belas canções da banda irlandesa U2. A música gravada em 1995 em dueto com o tenor italiano Luciano Pavarotti é cercada por boas histórias.
A primeira é que Pavarotti teria implorado a Bono Vox por um dueto e, diante de várias negativas de Bono, o tenor teria dito que ligaria para o cantor todos os dias e todas as horas até que o irlandês aceitasse a oferta. A oferta, segundo Bono, era uma honra (mesmo com toda a dificuldade para encaixá-la em um disco semi-finalizado). O álbum já estava quase pronto e Bono alegava não ter mais nenhuma canção, Pavarotti teria respondido: "Deus colocará uma canção no seu coração".
Dito e feito. Miss Sarajevo foi escrita durante a guerra da Bósnia, conflito ocorrido entre 1992 e 1995. Bono teria achado um verdadeiro absurdo ocorrer um concurso de beleza na capital da Bósnia, Sarajevo, em plena onda de horror que cercava o país. Para ele, o concurso para a escolha da Miss Sarajevo era uma tentativa de desviar a atenção do povo bósnio do mais importante: os horrores da guerra. “Há tempo para tudo” e com certeza aquele não era tempo de pensar quem seria a solteira mais bonita de Sarajevo, né?
Inspirado pelo capítulo 3 do livro de Eclesiastes que propõe que “há tempo para tudo sob o céu”, Bono escreveu a canção que tentava fazer o mundo esquecer um pouco das futilidades e vaidades e se voltar para os males da guerra.
Belíssima canção.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”

Eclesiastes 3:1-8

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Do amor do qual somos feitos


Eu sou a encarnação do amor
Personificação do amor
E se eu sou próprio amor
Irei aonde ele for

Eu sou feita de amor
Eu nasci para amor
E o destino não quis
Fazer o amor feliz

Eu sou o amor
Amor de desespero e dor
Amor que te faz sorrir
Ou o que te faz levantar e ir

Sou matéria do amor
Consciência do amor
O amor que te fez nascer
Pelo qual vale até morrer

Sou o que o amor disser
Criança, homem ou mulher
Eu sou o que amor pedir
Cama de pregos ou faquir
O nome que ele me chamar
O olhar com o qual me procurar

O que faz a santa viver de amor?
E a puta vender amor?
O homem fazer amor
Seja com quem e porque for?

Amor é só amor.
Amor de desespero e dor
Amor que te faz sorrir
Ou que te faz levantar e ir...
Nada além de amor

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Não, ele(a) não está a fim de você.


Você já se apaixonou, meu caro? Eu já. E me desapaixonei com a mesma rapidez com a qual um, dois, três, muitos quaisquer arrebataram o coração desta que vos escreve. No ano de 2011 então... Nossa!
Como algumas pessoas podem ser extremamente egoístas e estúpidas! Mentirosas, falsas, dissimuladas e como algumas mulheres (e homens) se deixam levar por tanta babaquice!
Parece-me que essas pessoas que, assim como eu, apaixonam-se e desapaixonam-se com a mesma facilidade e rapidez com a qual trocam de roupas, gostam, na verdade, do gosto amargo da decepção. Muitos se enganam porque simplesmente querem! Quem nunca viu alguém saber o quanto está agindo errado e se deixando levar por uma relação que não está boa e mesmo assim continuar nela? Não falo apenas das relações duradouras, falo também das “casuais”.
Sempre que eu ouço um “não vamos namorar agora”, escuto um “eu não vou namorar você, mas vou te iludir mais um pouco”. As coisas não funcionam assim. O “eu não estou em condições de manter uma relação agora” é a maior balela que você pode ouvir. Ele só significa que a pessoa não está apaixonada por você. Quem se apaixona não se importa se está em condições físicas e/ou psíquicas para isso. Elas se apaixonam e ponto! “Não estou pronto(a) para namorar porque acabei de sair de um relacionamento agora” pode significar “estou em dúvidas se vou ou não retomar meu relacionamento anterior”. As pessoas simplesmente não pensam quando se apaixonam. Elas ficam burras, loucas, estúpidas . Elas pulam no sofá da Oprah! (Tom Cruise, alguns ainda lembram daquela cena idiota).
Se você opta pelo sexo casual, lembre-se de algo básico: algumas pessoas não sabem lidar com esse tipo de situação. E homens (me perdoem) são os piores nisso. Não sabem onde pôr as mãos quando te veem, o que falar, como agir... Simplesmente, na maioria dos casos, eles não continuam seus amigos pelo fato de não saberem mais ser amigos da garota com a qual transaram.
Por falar em sexo, quem dá sua a cara a tapa nesse tipo de relacionamento “sem futuro” deve saber que vai ter que enfrentar as piores transas de sua vida! Muitas vezes fingir uma intimidade onde não existe é um beco sem saída, (perdoem a expressão) uma verdadeira bosta. E intimidade no sexo, todos deveriam saber, é tudo!
As pessoas (não sejamos também injustos) muitas vezes mentem para si e não veem que estão mentindo para os outros. Você pode pensar que não quer um relacionamento estável, que quer curtir a vida, beber com os amigos, sem ninguém para atrapalhar... Mas não adianta! Você só diz isso porque ainda não foi picado pelo mosquitinho infame do amor (podemos falar “amor” sem soar brega?) E convenhamos, no fundo, quem diz essas coisas está louco para ter quem atrapalhe sua vida. O ser humano não nasceu para ficar só (o que será tópico de outro post, prometo).
Portanto, não saia por aí lamentando o que não deu certo (vá por mim). Pense que, na imensa maioria das vezes, você sabia muito bem a burrice que estava fazendo.
Uma hora você se pergunta: Pelo que eu me apaixonei mesmo? E não sabe o que responder. É triste e você se sente imbecil.
Mas me deixa te contar outra coisa: Na hora da dor de cotovelo, esse conselho não vale nada, mas depois quando você puder olhar tudo lá de cima da sacada, vai saber o que digo. No mais, quem tiver que chorar suas dores que chore, porque, nesse caso, ruim é não ter sarna para coçar.
Mas pensem: nem sempre vale a máxima da vovó do Roberto e do Erasmo Carlos que diz "antes mal-acompanhada do que só".

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal Rock'n roll!


Hull, é Natal (eu ainda odeio a data, mas é inevitável) e a voz da Simone está chateando você, né?
Não esquenta. Fizemos aquela seleção, um top 3 com músicas natalinas do Rock'n Roll para você mexer o esqueleto e/ou por a cabecita para refletir neste Natal. Lá vai:

3. The Killers - Don't shoot me, Santa.

Todo ano o Killers lança um single de Natal cuja renda é revertida em prol de casas de apoio a portadores do vírus da AIDS. A causa é nobre, mas a música é bem estranha.


2. Bob Dylan - It must be Santa

Bob Dylan é judeu. Ok, judeus não comemoram natal. Mas o Dylan se converteu ao cristianismo no final da década de 70. É, portanto, cristão e comemora natal sim! Depois da conversão, lançou pelo menos 3 discos de temática gospel e no fim de 2009 lançou o album Christmas in the Heart só com canções natalinas. É difícil de crer? Só vendo...



1. Band Aid - Do They Know its Christmas

Você pode até nunca ter ouvido falar, mas o Band Aid foi um supergrupo formado em 1984 com intuito de arrecadar fundos para crianças da Etiópia. O trabalho deu super certo e rendeu esse single aí, Do They Know its Christmas. No clipe tem Bono Vox, Sting, Boy George, David Bowie e muitos, muitos artistas que bombavam nos anos 80. Confere aí:



Menção Honrosa: John Lennon - Happy Christmas

E para você pensar na vida. Tem essa linda canção do John Lennon.


Tenham todos um Feliz Natal!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Top chororô: Músicas realmente tristes


Precauções: Se você tem tendências depressivas e/ou suicidas ou está em pleno processo de dor de cotovelo não leia o post abaixo.

Compilamos aqui as MÚSICAS MAIS TRISTES segundo a humilde opinião desse blog. Na verdade, fizemos um Top 7. A seleção foi feita levando em consideração letra, melodia e, em alguns casos, o contexto de produção da canção.

7º De onde vem a calma – Los Hermanos

Para começar, uma das canções mais tristes da banda carioca Los Hermanos.
A história da canção é desconhecida, mas a voz do eu-lírico mostra seu desespero em relação à solidão.



Ápice dramático:
“não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão”


6º My body is a cage – Arcade Fire/Peter Gabriel
(Ok, a música é do Arcade Fire, mas o cover do Gabriel é bem mais bonito) Outra de história desconhecida. A melodia aliada ao refrão repetitivo e à voz marcante de Gabriel, porém, deixam a música num tom grave e triste.



Ápice dramático:
“meu corpo é uma jaula
Que me impede de dançar
Com quem amo”


5º Creep – Radiohead.

Essa embalou a adolescência de muita gente e nem precisa falar muita coisa. Você já viu a cara do Thom Yorke? Quer coisa mais estranha do que aquilo? É o auge da falta de jeito, do nerdismo, do forever alonismo, etc, etc.



Ápice dramático:
“você é tão especial
Eu queria ser especial
Mas sou um verme
Sou um esquisito
O que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a esse lugar”


Daqui para frente fica ainda mais triste, hein...

4º Clarisse – Legião urbana

Sem querer colocar palavras na boca do Renato Russo, letrista da música, Clarisse pode representar toda uma geração de adolescentes que viveu uma década em que os problemas relacionados à identidade estavam no auge. Saídos de uma geração politizada para uma que não sabia sobre o que protestar e vivia em pleno processo de informatização. Época em que alguns distúrbios psiquiátricos, antes vistos como relacionados à personalidade, estavam sendo declaradamente reconhecidos como DOENÇAS. Época do boom das vendas do Prozac... (A música é longa, vou avisando...)



Ápice dramático:
(A música inteeeeeira de longos 10'33 de pura tristeza)
Prende o chororô

3º Space Oditty – David Bowie
Ela já foi escolhida como uma das "Músicas mais triste do mundo” por um jornal inglês. A historia do astronauta que perde o contato com a torre de controle e sente a iminência da morte angustia pessoas há quase 40 anos.



Ápice dramático:

“Diga a minha esposa
Que a amo muito
E ela sabe”


2º Ne me quitte pas – Jacques Brel.

Jacques Brel, compositor da canção, conheceu Suzanne Gabrielle e se apaixonou perdidamente por ela. Ela, no entanto, não levou o caso amoroso muito a sério e o deixou. Ele foi a um programa de TV lançar sua nova canção e em meio a lagrimas e muito, muito suor se declarou para ela EM REDE NACIONAL!

Essa não tem como incorporar, mas você pode linkar pro youtube e assistir ao vídeo legendado.

Depois de tanto chororô, Suzanne voltou para ele. Poréééém, alguns meses depois, Brel se desencantou e abandonou a ex-amada...

Ápice dramático
"Deixe que eu me torne
A sombra da sua sombra
A sombra da sua mão
A sombra do seu cachorro
Não me deixe"


1º Hurt – Nine Inch Nails/Jhonny Cash

A música é do Nine Inch Nails, mas a versão do Jhonny Cash é bem melhor. Escrita por Trent Reznor do Nine Inhc Nails, a canção teve uma versão lançada por Jhonny Cash meses antes de sua morte. O clipe da canção mostra cenas da vida do cantor (que envolveu muitos escândalos, drogas e um amor verdadeiro que morrera poucos meses antes do lançamento do vídeo) e caiu como uma luva. Tanto que fez com que Reznor, o compositor, dissesse que a música nao era dele e sim de Cash.



Ápice dramático:
"Machuquei a mim mesmo hoje
Pra ver se eu ainda sinto
Eu focalizo a dor
É a única coisa real"


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