A autora deste blog não tem por interesse o compromisso com a seriedade ou discussões aprofundadas sobre qualquer assunto que a faça perder tempo em respostas aos comentários postados e sim abordar pensamentos aleatórios construídos em momentos de extremo ócio em ônibus lotados, filas de banco, salas de aula e discussões idiotas decorrentes destes. Se essa não é sua área de interesse, por favor clicar no xis vermelho no canto superior direito da sua tela.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Rap ruim para um filho da puta pior ainda
Olha eu aqui perdendo o meu tempo com você/
Fazendo a porra de um rap, tentando esquecer/
Todas as promessas que você me fazia/
“Olha, quem sabe a gente se case um dia”/
Ah, mas eu não posso agüentar, /
Tenho que xingar/
E gritar tudo que eu posso/
Pra poder desabafar/
Porco, sacana, meu maior inimigo/
Tudo que você vê/
É a porra do seu umbigo/
Por mais que eu tente, não consigo esquecer/
De quando sua namorada decidiu aparecer/
E toda inocente veio me cumprimentar/
Falando que de mim muito tinha ouvido falar/
E eu com sorriso tipo Monalisa/
Como um pagão bem na hora da missa/
Naquela hora eu queria ter uma bomba na mão/
Pra poder jogá-la bem no seu culhão/
Eu queria fazer o maior estrago/
Que um pedaço seu não coubesse num 3x4/
Mas de uma coisa você tinha razão/
Eu sou muito areia pra esse seu caminhão/
Você achando que a melhor pica desse mundo/
Só se no mundo sexo bom durasse um segundo/
Posso parecer do tipo classuda/
Mas quando desço vou mais baixo que a Valesca Popozuda/
É bom ficar ligado, é bom tu saber/
Esses teus podrinhos logo vão aparecer/
Vão ficar sabendo que tu não vale bosta/
Que vive falando mal dos outros pelas costas/
Olha, meu caro vou botar pra foder/
Eu no teu lugar botava logo pra tremer/
Você não sabe ainda do que sou capaz/
É bom andar sempre olhando para trás/
Você não sabe o que posso fazer/
Acabar com tua cara que nem tua mãe vai reconhecer/
Não pense que eu faço isso porque você foi gostoso/
Mas porque de todos eles você foi o mais o escroto/
Não vou nem perder meu tempo, tu já é passado/
E esse nosso caso vai ser arquivado/
Pá-pum-pum-pa-pei/
Nesse meu mundinho quem tem olho é rei/
Eu tenho dois para encarar e pra te avisar /
Que logo, logo tua hora vai chegar!/
domingo, 15 de abril de 2012
My Valentine, de Paul Mccartney

Em pouquíssimos dias o grande Paul Mccartney estará outra vez no Brasil. Antes disso, divulgou em seu site, www.paulmccartney.com, o clipe da canção My Valentine, do disco Kisses on the bottom. A música tem a participação de Eric Clapton, na guitarra, no lindo instrumental da música, e de Natalie Portman e Jhonny Depp no clipe, interpretando lindamente a música com a linguagem de sinais. Sem contar que o próprio Paul dirigiu o clipe! Belíssimo. Um aperitivo para quem vai ao show.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sim, eu amo carnaval

Há algum tempo, a jornalista paraibana Rachel Sheherazade ficou famosa no país inteiro por dizer odiava o carnaval. Alegou que hoje, a segregação entre os ricos e pobres é evidente devido a camarotes e abadás. Falou um monte de coisas fáceis de ser ver e foi tão elogiada que acabou por se tornar repórter em jornal de âmbito nacional.
Como eu posso dizer que ela está errada? Negaria que os cordões de isolamento não são um tipo de segregação social? Jamais! Eu acredito no que ela diz porque é óbvio.
Agora enxergar o que não é tão claro assim é que é mais difícil e nem sempre ganha a aclamação popular. Diferentemente dela, eu AMO carnaval, a festa da carne, do avesso, do mundo, do povo.
O carnaval nasceu da necessidade do povo de subverter a ordem. No carnaval quem manda é o povo! Os reis são ridicularizados, rebaixados. Rei só se for o Momo. Os nobres se mascaravam e passavam em meio à multidão que não se distinguia entre ricos e pobres, eram foliões e só.
Há camarotes dividindo as pessoas? Há. Mas quem faz o carnaval se não o povo? Quem trabalha o ano inteiro por ele? Quem desfila? Quem faz bonito? Quem sofre ou ri com o resultado? Quem senta horas numa dura arquibancada só para vibrar quando a escola do coração invade a Sapucaí? É o povo.
Há abada? Cordão de isolamento? Óbvio. Porém, em cada dia de carnaval, circulam pelo menos 20 blocos pelas ruas do Rio de Janeiro de graça e para qualquer folião. Isso apenas no Rio e em apenas um dia! Pelo país o número é tanto que nem se sabe ao certo.
Você pode acreditar que carnaval é apenas aquele que os ricos podem participar. Eu acredito em carnaval de rua, em feriado de três dias nos quais o povão pode reinar, dançar, comemorar.
Eu amo carnaval porque o povo não deixa que ele morra em sua essência. Nasceu do povo e vive por causa dele. E carnaval é feito samba: quem não gosta dele, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
O brado (não tão) retumbante

Minissérie da Globo mostra rotina do homem mais importante do país: o presidente. Até aí, tudo bem. Mas o tal (irreal) presidente Paulo Ventura (Domingos Montagner) caiu de paraquedas no mandato, vira super-herói da democracia e da luta anti-corrupção e acaba quase caindo no impeachment por denúncias de corrupção forjadas por seus adversários.
Parece meio estranho, não é mesmo? Nem tanto. A obra é ficcional, claro. Mas é a mesma historinha que Collor revelou anos depois de ser deposto. De tão absurda, a história daria uma novela. Não deu, acabou como minissérie mesmo.
Aos 40 anos, Collor parecia a cara de um novo Brasil: era o primeiro presidente eleito pós regime militar, era jovem e da geração saúde. Collor prometia acabar com a inflação. Com tantas denúncias de corrupção e após ser traído pelo próprio irmão (oh, coitado), a câmara dos deputados votou a favor do impeachment às vistas da população que não desgrudava os olhos da TV.
Anos mais tarde, a TV voltou a mostrar um Collor abatido, traído pelos companheiros e dizendo ser deposto por se negar a fazer coisas que não julgava certas e acusando seus opositores de terem forjado tudo às escondidas porque ele era "correto demais". Um herói do povo brasileiro.
Não sei, mas quando assisti ao release da minissérie, pensei: "Já ouvi essa historinha pra boi dormir antes". Eu estava certa e o brado... Ah, nem foi assim retumbante.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Top músicas para dor de cotovelo.

Relacionamento não deu certo? Acabou? Não tem problema. Quer um bom conselho? Põe aquela música de "roedeira" e chore, chore, chooooore. Melhor que isso para dor de cotovelo só chá de p*ca!
Mas se controle e faça o mais sensato: Chore!
Para isso, fizemos um top para você roer. Pega a cachaça e vamos lá.
5. Spending my time - Roxette.
Para cantar bem alto:
"Spending my tiiiiiiiiime
Watching the days go byyyyyyy"
4. All by myself - Eric Carmen/Celine Dion
Para cantar bem alto:
"Aaaaaall byyyyy myyyyseeeeeelf
Don't wanna live"
3. The winner takes all - Abba.
Para cantar bem alto:
"The winner takes aaaaaaaaall"
2. Love of my life - Queen
Para cantar bem alto:
"Love of my life
you hurt me
You've broken my heart
and now you leave me"
1. Amado - Marcelo Jeneci/Vanessa da Mata
Para cantar alto:
"Como pode ser gostar de alguém
e esse tal alguém não ser seu"
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A luz de Elis

Na era de ouro, conheci Elis. E me desculpem os leitores se não tenho o refinamento necessário para defini-la; escrevo como escreveram os de minha época, com os avanços de um Fitzgerald ou de um Kerouac.
Elis não era fina, nem cheia de afetações como quase todas as moças da época, embora usasse os cabelos curtos à la mode e um batom forte como as moças dos teatros de revista. Gostava de falar de coisas de homem. Repetia sempre que Chiquinho, ídolo do Andarahy futebol Clube, era o melhor jogador que já havia visto, dizia que o maxixe um dia iria chegar às casas mais requintadas da Europa e que a guerra iria acabar com as riquezas dos grandes cafeicultores. Coisas de se espantar ouvir de uma moça naqueles tempos, não só por parecerem irreais à primeira vista, mas por serem ditas por uma figura tão franzina dando longas baforadas de charuto. Não fazia o estilo “melindrosa” de tantas moças que pelos salões passavam e orgulhava o pai por sua inteligência e altivez.
As mulheres sempre que podiam falavam horrores sobre ela; de sua falta de decoro, de educação, de não seguir a etiqueta, da forma como ajeitava os cabelos, de qualquer mínima falha. Eu, por minha vez, adorava tirar-lhe um sorriso ou algumas muitas palavras e da luz que incidia sobre ela, de como ela dançava o foxtrot sozinha...
Eu sempre fora apaixonado por ela. E a imaginava cuidando de nossa casa como uma magnífica rainha do lar, esperando para desabotoar os cadarços de meus sapatos, de joelhos sob a cadeira de repouso. Lembro de ter falado a minha mãe de propor-lhe um namoro sério, o que minha mãe rejeitara.
- Aquela age como homem! Dia desses a vi dando um arroto estrondoso! Sei que foi ao sair do banheiro e ninguém além de mim viu. Mas uma moça não arrota daquele jeito! Fora que seu pai só tem mesmo o nome e os amigos para nutrir-lhe. Logo estarão os dois na lama e ela sem empinar tanto o nariz!
Todos me demoveram a ideia. Todos alegavam que ela não era mulher para mim. Enfim me convenci e casei-me com Gertrudes Lopes Mendes Andrade a 22 de agosto de 1935, hibernu.
Encontramos Elis em diversas festas às quais fomos como casal. Soube em uma delas que se casaria com Fernando Antonio de Aragão Sousa e Sá, um rico latifundiário. Arrependi-me amargamente do dia de meu casamento e praguejei contra ela inúmeras vezes em pensamento. Da lama que minha mãe esperava, eu nada vi. Ao contrário: vi-a feliz ao lado do marido, com seu largo sorriso. Depois a brincar com os filhos, sempre sorrindo e falando das coisas de que sabia: Tudo. Sendo o que era desde que a conheci: o centro de qualquer universo social.
Gertrudes era o sonho de minha mãe, o sonho de meus amigos, o sonho do meu pai e aquilo com o qual sonhei: uma mulher que cuidava da casa, que desabotoava meus sapatos, a rainha do meu larzinho num bairro de classe média ao sul.
Fui feliz, não nego. Mas nunca saberei se seria tão feliz quanto o homem que teve a luz do sol pulando a janela da sua sala, com trejeitos de menina e acompanhando todas as suas conversas... A luz que só Elis era capaz de ter.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Miss Sarajevo

Miss Sarajevo é, sem dúvidas, uma das mais belas canções da banda irlandesa U2. A música gravada em 1995 em dueto com o tenor italiano Luciano Pavarotti é cercada por boas histórias.
A primeira é que Pavarotti teria implorado a Bono Vox por um dueto e, diante de várias negativas de Bono, o tenor teria dito que ligaria para o cantor todos os dias e todas as horas até que o irlandês aceitasse a oferta. A oferta, segundo Bono, era uma honra (mesmo com toda a dificuldade para encaixá-la em um disco semi-finalizado). O álbum já estava quase pronto e Bono alegava não ter mais nenhuma canção, Pavarotti teria respondido: "Deus colocará uma canção no seu coração".
Dito e feito. Miss Sarajevo foi escrita durante a guerra da Bósnia, conflito ocorrido entre 1992 e 1995. Bono teria achado um verdadeiro absurdo ocorrer um concurso de beleza na capital da Bósnia, Sarajevo, em plena onda de horror que cercava o país. Para ele, o concurso para a escolha da Miss Sarajevo era uma tentativa de desviar a atenção do povo bósnio do mais importante: os horrores da guerra. “Há tempo para tudo” e com certeza aquele não era tempo de pensar quem seria a solteira mais bonita de Sarajevo, né?
Inspirado pelo capítulo 3 do livro de Eclesiastes que propõe que “há tempo para tudo sob o céu”, Bono escreveu a canção que tentava fazer o mundo esquecer um pouco das futilidades e vaidades e se voltar para os males da guerra.
Belíssima canção.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”
Eclesiastes 3:1-8
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