sexta-feira, 20 de maio de 2011

Réplica ao poema do post abaixo

Esta é SIM a Marília, leonina, aos 24

Eu sou do tipo de gente que acha que Gin com tônica e Bourbon com menta coisa de veado. Que escreve contos que acabam mal, mas que recebem elogios e é melhor que mal acabe do que seja mal escrito.
Só ouço o que me agrada, sem me preocupar com a crítica – que a crítica tome no seu limpo e pomposo cu – acha que eu deveria ouvir. E acho que ouvir o que gosta é o melhor dos gostos musicais.
Sou do tipo de gente que acha que Arnaldo Jabor é um cara inteligente que fala merda. Sei lá, como Lars Von Trier e tanta gente com as quais eu me bato nas ruas.
Eu não acredito estar péssima. Péssima eu estive. Pretérito perfeito, perfeitíssimo. E não sou do tipo que acha que nuvens choram, porque nuvens chorando é uma metáfora tão ruim que não gosto de usar nem em pensamento. Sou do tipo que dorme rápido... depois de um ou dois comprimidinhos. Do tipo que tem afeto por desafetos.
Mas o mais importante de tudo. Eu sou do tipo que quer ser visto como SER HUMANO e não personagem. Eu sou maior do que o que dizem, do que pensam. Eu sou maior do que tudo isso. E polissíndetos não vão me definir perfeitamente. (meu inglês não é decadente, porque decadente é algo que declina, que piora. E todos sabem que nunca tive um bom inglês)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao meu amigo Patativa

Não tenho nada a dizer além de um muito obrigada - por tamanha sinceridade - e pelo poema postado no link abaixo:


MADALENA MOOG - Olá! Esta é Marília, leonina, aos 24

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um fado


João acreditava em destino ao contrário de Maria. Ele acreditava que tudo estava escrito, que estamos todos fadados às tramas dos deuses, que forças faziam as pessoas se conhecerem e, por conseguinte, se amarem, que as pessoas tinham hora e data certas para nascer e para morrer. Ela achava tudo absurdo e desdenhava das teorias de João.
Tudo que parecia incrível à João, ele lhe dizia:
- Viu? Foi o destino.
Ela apenas retrucava:
- Coincidência.
Acontece que num desses dias Maria perdeu o ônibus que sempre pegava, mesmo depois de correr. Esperou pelo próximo que demorou a chegar. Maria iria se atrasar para o trabalho e estava preocupada.
Se não fosse um engarrafamento causado por um acidente banal atrasar sua condução, ela jamais teria sentado no único assento disponível daquele ônibus. Sentou-se ao lado de um rapaz. O rapaz olhando o relógio começou a cantar baixinho uma canção portuguesa que a mãe de Maria lhe cantara quase todos os dias quando era criança. Quis conhecer o rapaz.
Semana depois, lá estava Maria de frente para um João em pedaços, banhado em lágrimas para dizer:
- Foi o destino.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Top Clipes Fofos

1.


2.


3.



(O primeiro vídeo quem me mandou foi a minha amiga queridíssima Mônica)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Blind


Se vai pisar minha omoplata, pise de salto fino, devagar e intensamente.
Prometo não chorar, apenas fechar os olhos e sentir o peso dos seus pés sobre mim.
Você nunca vai perceber cada uma das minhas cicatrizes
E um dia vai devanear que eu dilacerei meu corpo
Que arranquei com as mãos minha própria a pele
Que eu abra meu corpo e me tire de dentro.
Depois vai me segurar forte pelo queixo e me olhar até que eu feche os olhos ou desvie o olhar.
Não vai agarrar minha mão. A não ser que seja para me jogar ao chão onde ficarei por horas. Ouvindo com um dos ouvidos suas duras palavras e com o outro seus passos no piso.
Vai esperar que eu tome todos os remédios da farmácia do banheiro. Vai aguardar eu quebrar um dos meus ossos das mãos, que eu pule da janela, me jogue frente a um carro.
E enquanto eu estiver no chão, cega de toda a casa e de cada objeto, você vai me observar do sofá e pensar o quanto me amou na vida.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aos (antes tão) caros


Não sei de onde surgiu a ideia/conversa de que eu não queria ver ninguém ou falar com ninguém justamente na pior fase da patologia da qual ainda estou me recuperando. Era uma época, claro, de carência e necessidade de amigos em que não recebi telefonemas ou visitas que quisessem me alegrar. Mas como, falei anteriormente, estou em recuperação e isso pode ser incluído também.
Por isso meu caro, se você não fez nada por mim até agora, apenas esperou que eu "voltasse", pode se manter em casa e não pegar seu celular para me encher o saco com o papinho da saudade e do "volta quando?". Eu estou fazendo um bom trabalho te guardando na "caixinha das coisas inuteis do passado".

Abraço frouxo e com tapinha nas costas.

Marília, a ex-Lila.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

20 coisas que eu aprendi (em 2010)

O post abaixo é o mesmo postado no final do ano de 2009. Porém como no final do ano de 2010 ele ainda é bem atual e as coisas que eu aprendi no ano passado, reaprendi este ano, achei interessante repostá-lo. Desculpe a falta de criatividade ao repetir o post.

1. Aprendi que algumas coisas têm sua hora e é preciso esperar pacientemente.
2. Aprendi que dinheiro não compra tudo, mas pagou as festas e shows que fui esse ano.
3. Aprendi que mudar pode ser bom.
4. Aprendi que para pintar uma casa é preciso antes forrar o chão com jornal (ou passar horas esfregando querosene no chão)
5. Aprendi que se pode sentir saudades de quem está perto.
6. Aprendi que erros ensinam bem mais que acertos.
7. Aprendi que algumas pessoas passam rápido demais por nossas vidas.
8. Aprendi que ser machucado por alguém dói menos do que se machucar sozinho.
9. Aprendi que você pode ter tudo que sonhou ter quando tinha 15 anos e chegar aos 23 achando que ainda falta muita coisa e que outras são besteiras ou não valem a pena...
10. Aprendi que ter emprego é bom, mas que férias são ainda melhores.
11. Aprendi que, em alguns casos, ganha mais que não responde a uma ofensa.
12. Aprendi que um bom filme pode ser melhor que várias sessões de terapia.
13. Aprendi que alguns "Eu vou", "eu posso", "eu consigo" abrem portas.
14. Aprendi que ser independente pode ser bom, mas tem seu preço.
15. Aprendi que para ser amigo de alguém é preciso aceitar e amar ainda que o outro erre.
16. Aprendi que beijar as pessoas que você gosta te dá uma energia extra pra enfrentar a vida.
17. Aprendi que é preciso dizer "não" e é preciso saber ouvir "não"
18. Aprendi que você não é o que os outros dizem, nem o que você diz ser
19. Aprendi que para se aprender é preciso 10% de material e 90% de vontade.
20. Aprendi que gastar tempo me preocupando faz com que eu perca o tempo que tenho para ser feliz.