sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sobre a paixão (ou sobre uma doença qualquer)



Tanta coisa já foi e há de ser dita sobre a paixão...
A palavra vem do grego pathos, da qual origina palavras como patologia, e significa sofrimento.
Os antigos gregos tentavam explicar a origem da paixão com a mitologia. Os homens ao se deparar com os deuses, cuja superioridade provocava a loucura e fazia os mortais insensatos, entravam num estado de êxtase, ou seja, apaixonavam-se.
A paixão só existia no Olimpo, a morada dos deuses. Até que Prometeu roubou o fogo sagrado das divindades para dar aos homens. Aqueles responderam a ofensa deste enviando à terra uma caixa que continha os maiores males aberta bela jovem (e mui curiosa) Pandora. Foi um excelente castigo! Mas, convenhamos, engolimos à seco a doença da paixão pela dádiva do fogo... Boa troca.
Aos momentos finais da vida de Jesus damos o nome de “Paixão de Cristo”. Para muitos o termo significa o amor do filho de Deus pelos homens, mas, em bom e velho grego, nada mais significa que dor, sofrimento, pesar de Cristo.
Para os psicanalistas, a paixão é uma projeção narcísica. Projetamos no outro o que nós gostaríamos de ter e/ou ser. E, ainda segundo eles, estamos “doentes de paixão” porque não conseguimos superar o nosso complexo de Édipo. A paixão é uma forma que encontramos de suprir a falta do nosso primeiro objeto de amor: nossa própria mãe!
Em inglês, o termo usado para “apaixonar-se” é fall in love. Numa tradução literal, algo em torno de cair em amor. A paixão é uma queda. Viram?
Ela libera dopamina, norepinefrina... Enfim, mexe com nosso corpo, mas no fim nos faz sentir muitíssimo bem.
A literatura tem ótimos exemplos de como a paixão pode ser prejudicial. Foi a paixão quem matou Romeu e Julieta, que fez com que o Jovem Wether se suicidasse. Foi a paixão quem matou Tristão e Isolda... A paixão é, praticamente, um assassino serial!
Para uns, doença. Para outros, sofrimento, queda, roteiro infeliz...
Só sei de uma coisa: Não há melhor doença, queda, sofrimento, nem melhor forma de liberar dopamina.
Adoeça. Apaixone-se hoje!

4 comentários:

Thiago Lira disse...

'Não há melhor doença, queda, sofrimento, nem melhor forma de liberar dopamina.'


procede demais, ótimo post! =*

Mônica disse...

Kkkkkk
beêm, diz ae quem é o boff!!! Kkkk
Brincadeira, Lyla!
Adorei muito, como sempre, maravilhosa!

Anne disse...

"A paixão é, praticamente, um assassino serial"...

Resolveu todos os problemas ;)

fabiana disse...

iijii! a paixão é muita doideira
dá medo ., mas é um medo de antes de entrar no palco
pois não sei se vcs têm a mesma impressão mas é como se a pessoa estivesse estreando, brilhando, encenando.,.sei lá
é muuito bom e muito revelador por isso assusta, pois não consegue somente trazer o bem, carrega o mal com todas os desconcertos e moscas.,.buft mas é bonito