terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Top 3 - Músicas para curtir o fim do mundo


Os Maias não contaram o que viria depois do dia 21 de dezembro de 2012... Tem gente dizendo que isso significa o fim do mundo.
Pelo sim, pelo não, é bom ficar preparado.
Taí um top 3 com músicas para curtir o finalzinho de nossas vidas, aproveitar a chuva de meteoros, o maremoto, sei lá...



3. Um minuto para o fim do mundo - CPM 22


2. It's the end of the word (as we know it) - R.E.M


E SE O MUNDO NÃO ACABAR...
1. E o mundo não acabou - Carmem Miranda


domingo, 16 de dezembro de 2012

Top 3 - Músicas pra não deixar o amor acabar

Sabe quando o relacionamento entra naquele clima de "acabou"? Pois é, muitas vezes tem um que ainda insiste, ainda quer, ainda ama. A esses dedico esse Top 3!

3. Não se vá - Thiago Pethit
Thiago Pethit nasceu em São Paulo e tem dois discos lançados, no entanto, circula pouco na mídia. A música Não se vá foi escrita depois de um período de depressão sofrido pelo rapazinho aí. Nível: Deixa disso... Vamos tentar de novo.



2. Don't Speak - No doubt.
Essa embalou muitos términos de namoro nos anos 90. A música foi escrita pela própria Gwen Stefani para seu ex-namorado, e baixista do No doubt, Tony Kanal. Nível: EU NÃO QUEROOO!




1. Ne me quitte pas - Jacques Brel
Jacques Brel escreveu esse hino do amor que tá indo pras cucuias quando se apaixonou por Suzanne Gabrielle que nem tava muito a fim do rapaz, que foi chorar as pitangas EM REDE NACIONAL, implorando que ela não o deixasse.
Suzanne teve dó e reengatou o relacionament, mas dessa vez, foi ELE que a abandonou. Triste.
Nível: PELO AMOR DE DEUS, NÃO FAZ ISSO COMIGO!





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Gonzaga – de pai para filho*


“Gonzaga – de pai para filho” tem direção de Breno Silveira, o mesmo de “2 filhos de Francisco”, e é inspirado na biografia “Gonzaguinha e Gonzagão – Uma história brasileira”, de Regina Echeverria e em entrevista feita por Gonzaguinha com o pai nos anos 80. O filme foca na relação conturbada entre estes dois ícones da música popular brasileira. Uma verdadeira viagem freudiana num confronto de pai e filho que debatem, acusam e se defendem,  tudo embalado pela trilha sonora impecável dos dois músicos (a cena em que Gonzaguinha sai de casa ao som de "com a perna no mundo" é muito linda!) .
O longa não trata apenas de música ou de história de vida (erro comuns às cinebiografias de músicos), mas passeia entre ambos, pela história, pela cultura e pelo intricado das relações humanas.
O filme comove sem ser piegas, sem sentimentalismos. Cru e bonito, “Gonzaga” retrata nossa história musical, política e cultural em 60 anos retratados em forma de música e de uma fotografia primorosas. Atentem para a atuação de Julio Andrade (como Gonzaguinha) que assombra pela semelhança e pela interpretação.
Um dos raros filmes no qual se ri, chora, se identifica, mergulha e se emociona. Uma ode à cultura nordestina e à luta política pela democracia no Brasil.

* Esta é uma crítica de uma pessoa que gosta de assistir a filmes. Favor, não esperar linguagem ou mimimi de crítico chato de cinema.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um casal não tão bonitinho assim


Ele foi abandonado pelos pais quando bebê. Conheceu a mãe já na adolescência, pouco tempo antes dela ser atropelada por um policial bêbado. Ela nasceu no seio de uma família rica de Tóquio, mas sonhava em ser artista vanguardista.
Ele se tornou um Beatle, engravidou sua namorada de adolescência e teve de se casar com ela às escondidas para que as fãs não soubessem. Ela foi vítima de um casamento arranjado. Ao sair dele, foi internada pela família em diversas clínicas psiquiátricas.
Ele era um pai ausente e um marido violento. Ela largou o marido e fugiu
para a América para tentar a vida como artista.
Nos anos 60, os dois enfim se encontraram. John foi visitar uma exposição de arte de uma artista japonesa e viu uma palavra por trás de uma lupa. Quando mais se aproximava, mas nítida a palavra ficava. “Podia ser qualquer palavra” – sempre dizia ele em entrevistas  - “mas era a palavra ‘sim”. Tudo que ele precisava ouvir na época. Apaixonou-se de imediato. A ex-mulher, encontrou-o na cama com Yoko e o abandonou, deixando livre o caminho para a artista.
Iniciaram uma história juntos. Mas nem sempre Lennon foi o marido amoroso que demonstrava ser. Em entrevistas recentes, Yoko conta um dos casos mais dolorosos de sua vida: Em uma noite de 1973, ambos saiam de uma festa para a casa de um amigo. Bêbado, Lennon cantou uma convidada e levou-a para o quarto na frente de todos os presentes. Lá iniciou um show de urros e gemidos, que deixou os convidados e a então esposa envergonhados.
Um dos amigos aumentou o volume do som a fim de abafar o barulho, numa atitude “muito gentil”, segundo Yoko. Depois da traição pública, Yoko decidiu se separar de John. Desolado e arrependido, John se muda para Los Angeles e se afunda em álcool e drogas como a heroína. Yoko, numa manobra arriscada, convence sua secretária, May Pang (mil vezes mais bonita que ela), a ficar com John. Incentivado por Yoko, o romance durou pouco, mas, segundo a artista, serviu para que ela soubesse que teria alguém cuidando do ex-beatle.
Durante o tempo em que ficou deprimido em Los Angeles, recebeu a visita de amigos. Entre eles, o principal responsável por afastá-lo do vício em drogas e aproximá-lo de Yoko Ono: Paul Mccartney. Alguns meses depois, sóbrio, volta à Nova York para uma participação no show do amigo Elton John. Elton convidara Yoko para o show também. Ali, John teve o perdão tanto de Yoko quanto de seu público, que o ovacionou.
Viveram juntos até 1980 quando Lennon foi assassinado por um fã. Tiveram um filho de nome Sean.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Stallone: Um lutador

Assim como seu mais famoso personagem, Rocky Balboa, Sylvester Stallone travou batalhas espetaculares em sua vida. Filho de imigrantes italianos, Stallone nasceu em Nova York e, durante seu nascimento, vive sua primeira luta: em uma parto complicado, enfermeiras retiram-lhe com fórceps que mal utilizado ocasionou danos em um nervo que provocaram paralisia facial parcial, o que fez com que Stallone até hoje tenha dificuldades em movimentar os lábios, língua e queixo. Os olhos caídos e a voz que lhe rendem o reconhecimento imediato hoje, foi motivo de muito bullying na infância e adolescência e fez com que o futuro astro investisse muito de seu tempo em exercícios físicos e musculação.
Durante a adolescência, foi expulso de pelo menos 14 escolas e teve passagens por escolas para jovens problemáticos.  Na faculdade, foi desencorajado pelos professores a seguir a carreira de ator.
Ainda jovem, tentou realizar seu sonho de ser ator em Hollywood. Sem muitos dinheiro no bolso e tendo que dormir em  estações de trem, Stallone atuou em  seu primeiros filme: The Party at Kitty and Stud's (1970), um filme pornô de baixo orçamento pelo qual pagaram 200 dólares pelo desempenho, digamos, “artístico” do ator. Algo que o ator não faz questão de mencionar.
Stallone em seu primeiro filme: Um pornô!
Depois da meteórica carreira pornô, tentou outros papéis no cinema. A busca lhe rendeu alguns filmes e muitos papeis secundários até 1976, quando, após assistir à uma luta de Muhammad Ali decidiu trabalhar no roteiro de uma filme sobre a vida de um lutador. Nascia assim, Rocky, escrito em três dias e vendido para ser estrelado pelo próprio ator/autor. Naquele ano, Rocky foi indicado em 10 categorias do Oscar, vencendo as de melhor filme, diretor e edição. Não preciso dizer que o filme foi um grande sucesso de crítica e de público dando origem a uma das mais rentáveis franquias da história do cinema.
Em 1979, nasceu seu segundo filho, Seargeoh Stallone, uma criança autista. O primeiro, Sage Stallone, morreu aos 36 anos, após suposta overdose acidental de medicamentos.
Entre as décadas de 70 e 90, lançou alguns tantos filmes que foram verdadeiros fracassos, salvo pela franquia de Rambo. É um dos maiores campeões do prêmio “Framboesa de ouro”, que elege todos os anos os piores do cinema hollywoodiano.
Em 2006, após três anos sem filmar, decidiu encerrar as franquias Rocky e Rambo com mais dois filmes que lhe renderam boas críticas e muitos milhões de dólares a mais no banco. Em 2010, aos 64 anos de idade, quando ninguém mais esperava que Sly (como gosta de ser chamado) fosse estrelar um filme de ação, Stallone uniu um elenco de estrelas de filmes de ação dos anos 80 e lançou “Os mercenários”, um sucesso de bilheteria. O filme conseguiu a façanha de ser a maior estreia de Stallone nos cinemas.
Em 2012, mesmo após a morte de seu primogênito, lançou a sequência de Mercenários e estreia ainda esse ano o filme “Bullet to the head”. Tem planos de filmar comédia com Robert de Niro, dirigir filme de ação com  Jason Statham e sonha em dirigir um filme sobre um dos seus escritores favoritos: Edgar Allan Poe.
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brutus, fili mi!

Cercado por seus conspiradores, atingido por inúmeros golpes, o general lança os olhos marejados sobre  seu único, adotivo e ingrato filho, que portava um dos punhais que o ferira, e pronuncia suas últimas e mais sofridas palavras:
 - Tu quoque, Brutus, fili mi!*
Eu, sem o menor porte de estadista, com os mesmos olhos marejados, reporto-me a ele milhares de anos depois:
 - Tu quoque, Caesar, cur no ego?**

* Até tu, Brutus, filho meu!
** Se até tu, César, por que não eu?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Os 26 e o bug do computador

No último 29 de julho foi meu aniversário. Completei 26 anos. Não houve festa. Não sei bem porque, mas chega uma hora que ir a um barzinho já é uma comemoração, chapeuzinho de aniversário é brega e velinhas das princesas Disney não são mais para a sua idade. A idade vem chegando, as rugas... enfim, ela chega mesmo.
Naquele fatídico dia, tudo parecia estar dando errado: perdi máquina fotográfica, alguns documentos, um telefone celular velho (que levo na bolsa para enganar ladrão - truque que já me salvou de perder meu celular oficial) e meu computador não queria ligar. Passei uns dias sem meu vício de todos os dias. Levei-o a um técnico que com cara de tristeza me avisou:
 - O computador teve salvação, mas os arquivos dele... Sabe como é, né? Tive que formatar.
Tive um sobressalto:
 - Formatar? Perdi tudo?
 - Infelizmente.
Saí de lá. CPU na mão, pensava em tudo aquilo que teria perdido para sempre: fotos, textos, artigos da pós... um infinidade de coisas que ainda não deu para fazer o balanço de tanto preju. Mas logo depois passei a lembrar da pasta "grandes erros", nas quais guardei fotos, mensagens trocadas pelo msn, prints de facebook, e-mails... Não falo metaforicamente. Havia mesmo uma pasta de arquivos com esse nome! E nela havia todas as coisas que acabei de citar. Uma bobagem, eu sei. Mas nunca consegui excluí-la. Guardava lá a certeza de que naquelas armadilhas eu não cairia mais. Duas bobagens.
Saber que ela desaparecera foi um enorme alívio. De repente, já não me importava com todo o resto que eu perdera. A pasta enorme havia sumido, como um sinal de que muitas coisas deveriam ser apagadas numa data simbólica. E que data simbólica!
Alguns erros não podem ser excluídos assim, como arquivos de um HD formatado. Isso não impede, entretanto, que deixemos aqueles que nada nos ensinam em seu devido lugar: no lixo.
Livrei-me de um grande peso.
Bendito seja o vírus que infectou meu computador!