quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Limítrofe (ou poema dos corações que transbordam)

Eu fecho as contas
de todos os botecos
Paro de beber
Paro de fumar
Já não faço drama
Se você me der
Um pouquinho só
Um pouquinho só
Do que eu já te dei
Eu rastejaria
Eu imploraria
Posso até chorar
Pra que você me dê
Um pouquinho só
Um pouquinho só
Do que eu já te amei
Se quiseres, eu
Posso me humilhar
Se quiser, sangrar
Por favor, me dê...
Vou beijar tuas mãos,
Vou beijar teus pés
Vou fazer de ti
Minha nova fé
Mas por favor, me dê
Vou tirar a roupa
Vou me oferecer
Vou me humilhar
Me ajoelhar
Por favor, me dê
Um pouquinho só
Do amor que eu dei
Se não te comover
Todo meu clamor
Todo meu pavor
Se eu tiver que ir
Tudo bem, eu vou
Sem me humilhar
Sem me rastejar
Sem me oferecer
Mas lágrimas vou verter
Quando me lembrar
Que de todo amor
Que eu já te dei
Eu desperdicei
Um pouquinho só
Um pouquinho só.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ele não está tão a fim de você

“Você precisa decidir se quer transar ou namorar. Os dois ao mesmo tempo não rola”. Foi isso que ouvi de um amigo quando lamentei o fato de meus últimos relacionamentos terem sido tão breves. “Mas isso é muito machismo”, retruquei e ele respondeu:  “É machismo, mas o mundo é assim você aceitando ou não”. Contrariada aceitei. O mundo é realmente assim. E quando ambos dissemos “mundo”, estava bem claro para nós que não eram todos, mas que a maioria dos homens ainda pensava assim.
Passei quase uma semana com aquilo na cabeça. Então, se nós mulheres demonstrarmos interesse em sexo nos primeiros encontros, o cara pode correr? Bem, se o cara sumir depois disso, ele é machista e você escapou de ter um relacionamento com um cara que queria te reprimir já nas primeiras saídas, certo? Certo. Então você deveria ficar agradecida aos deuses porque eles te livraram de uma enrascada, certo? Nem tanto assim. Você sabe que o cara é machista, repressor, mas, em vez de ficar feliz por ele ter sumido, você se lamenta. E o pior se culpa.
Você se culpa por ele não ter ligado, por ter ignorado suas ligações e mensagens, por ter dado desculpas esfarrapadas, porque o erro será sempre seu: eu fiz sexo rápido demais, eu não sou boa de cama, eu não sou legal, eu não sou bonita, eu sou imbecil... É mais fácil aceitar os defeitos mais horríveis – e ridículos – do que aceitar o óbvio: Ele não está tão a fim de você. E é mais fácil aceitar que o defeito é nosso e que podemos muda-lo do que apenas comprovar o que é mais óbvio ainda: o cara é o maior babaca pau-no-c*!
É aí que penso: Tantas mulheres e sutiãs foram queimados e tantas são execradas publicamente por defender nosso direito de sermos livres e a gente aqui preocupada se deve ou não dar no primeiro, segundo ou terceiro encontro. E tanta evolução, processo civilizatório, anos de história para os caras ainda dividirem as mulheres em “para transar” e “para namorar”. Se a gente for analisar um pouquinho, parece que nem sequer chegamos aos anos 50!
Sei que nem todos os homens e mulheres pensam assim, mas os que não pensam são exceções à regra. E a gente acaba confundindo esses homens maravilhosos e raros com os babacas que mentem sobre o quanto somos especiais e mais uma vez A CULPA NÃO É NOSSA!
Daí, depois de muito pensar, formulei uma resposta ao comentário do meu amigo: se eu tiver que escolher entre ser a namorada de um cara que me reprimiu sexualmente desde o nosso primeiro encontro e ser a vadia que se diverte e se realiza, eu escolho ser uma vadia solteira e feliz.  Não vou passar uma vida inteira esperando o cara ligar, contando as saídas para ver se é hora ou não de liberar a preciosa, pensando no que ele vai achar se eu disser isso ou aquilo.
E quer um conselho? Este dou de graça: Na dúvida, dê. Se ele estiver mesmo a fim, não vai se importar. Se ele estiver a fim e mesmo assim se importar, fuja para as colinas porque ele, definitivamente, não é o cara certo para você.



sábado, 29 de março de 2014

Top três - Clipes com música boa e muita cachaça

Arctic Monkeys - Why'd you only call me when you're high

Nível alcoólico: Ligando pra namorada, passando vergonha...



 2º Slow Club - Beginners

Nível alcoólico: Bêbado chorão...
Sim, é o Harry Potter




3º Massive Attack - Live with me

Nível alcoólico: Coma.





domingo, 9 de março de 2014

Top Três - Músicas para mandar aquele amor que não deu certo pras cucuias

Quem nunca teve aquele amor que só deu trabalho que atire a primeira pedra.
Hoje, no entanto, vamos deixar as pedras de lado e vamos jogar musiquinhas para exorcizar esses demônios.

1. A primeira delas é um dos grandes sucessos gravados por Ray Charles na década de 60. Hit the road fala sobre um cafajeste implorando abrigo a sua "mantenedora", que nega e pede que ele "pegue a  estrada".

Nível de "Vá embora": Já deu, né?



2. Sucesso na voz de Gloria Gaynor, gravada em 1978, I will survive acabou se tornando um hino gay depois de ter feito parte da trilha sonora de Priscila: a rainha do deserto, de 1994.
A música, você já deve saber, trata de um fim de relacionamento em que a mulher abandonada garante que vai sobreviver sem o ex-amado.

Nível de "Vá embora": Benhê, eu sou mais forte que isso, amoooor.



3. Leave é uma das músicas que compõem a trilha sonora do filme irlandês Apenas uma vez (Once), longa esse que tinha como protagonistas a dupla Glen Hansard e Markéta Irglová, autores da canção e ganhadores do Oscar de melhor canção original de 2008 (por Falling slowly, do mesmo longa).
A música fala de um relacionamento que não deu certo e que só resta ao outro ir embora.

"Eu não posso esperar pra sempre, foi tudo o que você disse
Antes de se levantar
E você não vai me desapontar
Eu posso fazer isso sozinho
Mas eu estou feliz por você ter vindo
Agora, se você não se importa
Me deixe, me deixe"
Nível de "Vá embora": Pode ir, mas que eu vou sofrer, eu vou...





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Aos demônios












Não sei em quais dos passos foi findar nosso balé
Eu fui teu bem-querer e você foi meu mal-me-quer.
O mesmo mal que aflige as moças de bom coração
E traz esses demônios às que pedem proteção.
O sofrimento de que não podemos mais fugir
O Karma que insiste em sempre vir nos perseguir.
Aquela dor antiga, aquela velha aflição
Senhor, afasta de mim estes maus de coração!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Poema sem título (porque Ama-me seria óbvio demais)

Sempre que não houver motivos, ama-me.
Quando os motivos forem muitos, ama-me também.
Ama-me quando não houver nada melhor para fazer
E ainda mais quando estiveres tomado de trabalho e culpa.
Povoa teus pensamentos de mim ou me deixa vagar sozinha em teus devaneios.
Ama-me em teu desespero e em tua alegria.
Ama-me em teu silêncio ou ama-me pelos cotovelos, 
para mim tanto faz contanto que ame.
Ama-me quando teus passos forem arbitrários. Ama-me quando não quiseres ir trabalhar.
Ama-me quando conseguires reunir aqueles dez mil motivos para me odiar.
Ama-me no dia de teu casamento ainda que a noiva não seja eu.
Ama-me quando quiseres e ainda mais quando não te der vontade.
Ama-me em meus pecados, em nossas desavenças. Ama-me quando o mundo disser: NÃO!
Ama-me quando eu for embora e ainda mais quando eu regressar.
Ama-me com cinismo e lealdade.
Ama-me quando eu merecer e quando eu não precisar.
Ama-me apenas porque amar é bom.
Ama-me
Ou de que me valeriam os versos?
Estes que fiz com tanto amor?



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um dia na vida de todas nós

Sandra acorda cedo todos os dias. Antes de ir trabalhar, vai até a academia. Saindo de lá, ouve obscenidades de alguns transeuntes. Nessa hora, sempre repara nas roupas que veste. Seriam elas culpadas? Talvez a calça de ginástica estivesse muito justa.
Volta para casa. Toma banho. Pega o carro. Sandra é sempre muito prudente no trânsito, mas leva uma “fechada”. O motorista do outro carro, o culpado, xinga e a acusa: “Só podia ser mulher pra fazer uma m*rda dessas!”
Chega ao trabalho. Vai à reunião que espera há meses. Nesta reunião, decidirão quem será promovido. Sandra realizou um excelente trabalho e espera agora reconhecimento. Ele não vem. Um colega, bem menos capacitado, toma a vaga. Ao fim da reunião, o chefe a chama de lado e se defende: “Seu trabalho é muito bom, mas o cargo exige firmeza, não pode ter muito sentimentalismo. Não seria um cargo bom para mulher. E outra, muitas viagens. Você tem filhos”. Filhos? O colega também tinha, mas ela não respondeu.
Saiu do trabalho. Queria arejar as ideias tomando um chopp. Sentou-se sozinha no bar. Lá, um rapaz puxou uma das cadeiras de sua mesa e pôs-se a conversar. Sandra disse que não queria companhia. O garçom, vendo a cena, perguntou se Sandra precisava de mais alguma coisa e se o rapaz a estava importunando. Sandra respondeu que não e que já ia embora. Pagou a conta e antes de sair não pôde deixar de ouvir outro garçom comentar sobre ela: “Mulher sozinha em bar só pode estar procurando macho”.
Volta para casa e se sente só. Lembra-se das palavras de sua mãe sobre as muitas traições de seu ex-marido: “Conforme-se. Homem trai mesmo e não pode ter uma mulher só. Tem que ter na rua o que não pode fazer em casa. E mais, vai ficar sozinha cuidando desse menino? Que homem quer ficar com uma mulher que tem filho? Nenhum. Só vão usar você”.
Sandra não concordava. Tinha um homem sim que queria ficar com ela, mas não poderia chamá-lo para dormir com ela e afastar a solidão. A senhoria da casa onde morava a alertava já no primeiro aluguel: “Minha antiga inquilina também morava com o filho e vez ou outra trazia um macho pra dentro de casa. Não gosto de pouca vergonha aqui”.
Dormiu só.

Parece sim uma história inventada, mas Sandra é apenas uma personagem que encarna tudo que nós mulheres ouvimos todos os dias das mais variadas pessoas.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O minuto

Depois de toda aquela briga
Ele a pediu apenas um minuto.
Nesse minuto, faria a mais bela cena de amor do mundo,
Falaria de amor como nenhum poeta teve coragem ou talento.
Deus riria e bendiria toda a sua criação.
O diabo, por sua vez, maldiria seu triste invento: a separação.
Suspensos no tempo e no espaço, assistiríamos ao maior espetáculo,
Roendo as ruas, acreditando, fazendo figa...
Eram apenas 60 segundos...

O minuto que ela não deu.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Os porquês da partida

Oh meu amor, diga-me o porquê.
Diga-me por que, depois de tantas vírgulas, veio até nós o temível ponto final?
Por que nosso vinho virou vinagre?
Por que, depois de tanto fogo, nosso amor vira bituca?
Por que nossa cama, tão pequeninha, hoje é uma king size?
Diga-me, amor, por que agora vamos dividir os discos e os amigos?

Eu te imploro que me deixe aquele do Dylan e dois amigos desses. Qualquer um deles me serve, mas o disco... só se for do Dylan.

Adeus.

domingo, 10 de março de 2013

Três filmes que provam que a solidão é uma m*rda!


Ficar sozinho [todos sabem] é algo muito, mas muito, muuuuuito ruim. Mas tem gente que ainda insiste em dizer o contrário. Para essa minoria de mal-amados, o Top 3 apresenta TRÊS FILMES QUE PROVAM QUE FICAR SOZINHO É UMA M*RDA!



3. Náufrago (EUA, 2000)

Um workaholic inspetor do famoso Fedex sofre um acidente aéreo que o deixa em uma ilha deserta durante 4 longos anos. Depois de fome, dor e muuuita solidão, Chuck Noland (Tom Hanks) tenta voltar a civilização e para a noiva, vivida por Helen Hunt, que acredita que ele morreu. Destaque para a belíssima interpretação da bola Wilson, como WILSON.


Nível de solidão: Muito chato ficar só, velho!






2. 127 horas (EUA, 2011)

Baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que adorava escalar montanhas sozinho até sofrer um acidente que o fez ficar preso durante 5 dias (127 horas) numa fenda e refletir sobre a bobagem que é tentar ficar sozinho. Uma narrativa focada no protagonista com uma das cenas mais viscerais do cinema e uma belíssima atuação de James Franco.



Nível de solidão: Tá f*dido pra c*ralho, velho!





1. Na natureza selvagem (EUA, 2008)

Baseado na história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovenzinho recém saído da faculdade que decide viver longe da sociedade capitalista. Em viagem pelos Estados Unidos que nem mesmo os americanos conhecem, Christopher conhece diversas pessoas e decide por fim viajar rumo ao Alasca em busca de uma vida solitária "na natureza selvagem". Só poderia dar m*rda, né? Os relatos da viagem foram publicados pela família. O livro deu origem ao filme, dirigido por ninguém mais, ninguém menos que Sean Penn e a belíssima trilha sonora de Eddie Vedder. 



Nível de solidão: Melhor nem comentar!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A camaleoa Helena Bonham Carter

Helena Bonham Carter tem 46 anos, 1.60m e muito talento. Casada desde 2001 com o diretor americano Tim Burton, transformou-se em musa de seus filmes. É dona de um visual extravagante e um talento extraordinário e pouco reconhecido por Hollywood.
A cada filme, Bonham Carter impressiona com sua incrível capacidade de mutação. Segue abaixo alguns de seus personagens mais memoráveis.
Como Marla Singer em Clube da Luta em 1999
Como Ari em Planeta dos macacos em  2001
Como  Jennifer Hill e a bruxa em Peixe grande em 2003
Como Ana Bolena em Henrique VIII de 2003
Como a Sra. Bucket em A fantástica fábrica de chocolate de  2005
Como Bellatrix Lestrange em Harry Potter
A Sra Lovett de Sweeney Todd de 2007
Como a Rainha vermelha em Alice de 2010
A rainha Elizabeth em O discurso do rei de 2010
Como a Dra Julia Hoffman em Dark Shadows de 2012
Como Red em The lone ranger de 2013
Como Mm. Thenardier em Os Miseráveis de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Top 3 - Clipes com sexo e música boa

Calmaê, bebê... Os vídeos tem sugestão ao sexo, nada de pornografia. Coisa de alto padrão. Eu garanto! Mas por desencargo de consciência, tira as crianças da frente do PC, por favor.
Enjoy!


3. Rubí - Babasónicos

Essa banda linda é argentina e decidiu fazer um vídeo igualmente lindo com um rapazinho... é... um rapazinho... se aliviando do stress.




2.  Heart shaped glasses - Marilyn Manson

Esse clipe tem a participação da linda atriz Evan Rachel Wood, na época (PASMEM) namorada do cantor, com seus óculos em forma de coração à la Lolita. Dizem as más línguas que os dois fizeram sexo DE VERDADE nesse vídeo.



1. Pussy - Rammstein

Bem, o título da música é autoexplicativo, né?  Esse vídeo aí da banda alemã Rammstein foi editado para o Youtube.



Se ficou curioso pela versão sem cortes, clique aqui para a versão +18. Mas já sabe: só se for maior e não tiver crianças na frente do PC.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Top 3 Músicas sobre o ciúme

Quem nunca sentiu aquela fisgadinha quando viu a pessoa amada dando trela para outra pessoa? Ou quis esganar a pessoa que tomou a atenção de seu objeto de desejo? Ciúme. Pois é, esse sentimento tão comum e tão intenso dilacera o coração de quem ama. E muitos artistas trataram de falar sobre ele. Então, mais um top 3 para os ciumentos de plantão:

3. Ciúme - Ultraje a rigor



Anos 80, homens machistas e mulheres "moderninhas" resumem a música.


2. Jealous guy - John Lennon



A música de John Lennon mais interpretada por artistas desse mundo fala de um rapazinho que sente ciúmes da amada por pura insegurança. Ow... A música é uma das faixas de Imagine, o mais famoso disco do artista.

1. Dor de cotovelo - Caetano Veloso



A melhor definição (e descrição) do ciúme EVER!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

The Killers e os singles de Natal

Olha que bonitinho... Desde 2006, a banda norte-americana The Killers lança um single de natal com renda revertida à organização filantrópica RED, destinada a portadores da AIDS.
Os últimos anos renderam clipes estranhos e músicas de letras ainda mais estranhas, mas que valem a conferida.
FELIZ NATAL, MOTHERFUCKERS!





Boots (2010)




The cowboy's Christmas ball (2011)




I feel it in my bones (2012)



Mas a minha preferida ainda é a Don't shoot me, Santa!, de 2007.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Top 3 - Músicas para curtir o fim do mundo


Os Maias não contaram o que viria depois do dia 21 de dezembro de 2012... Tem gente dizendo que isso significa o fim do mundo.
Pelo sim, pelo não, é bom ficar preparado.
Taí um top 3 com músicas para curtir o finalzinho de nossas vidas, aproveitar a chuva de meteoros, o maremoto, sei lá...



3. Um minuto para o fim do mundo - CPM 22


2. It's the end of the word (as we know it) - R.E.M


E SE O MUNDO NÃO ACABAR...
1. E o mundo não acabou - Carmem Miranda


domingo, 16 de dezembro de 2012

Top 3 - Músicas pra não deixar o amor acabar

Sabe quando o relacionamento entra naquele clima de "acabou"? Pois é, muitas vezes tem um que ainda insiste, ainda quer, ainda ama. A esses dedico esse Top 3!

3. Não se vá - Thiago Pethit
Thiago Pethit nasceu em São Paulo e tem dois discos lançados, no entanto, circula pouco na mídia. A música Não se vá foi escrita depois de um período de depressão sofrido pelo rapazinho aí. Nível: Deixa disso... Vamos tentar de novo.



2. Don't Speak - No doubt.
Essa embalou muitos términos de namoro nos anos 90. A música foi escrita pela própria Gwen Stefani para seu ex-namorado, e baixista do No doubt, Tony Kanal. Nível: EU NÃO QUEROOO!




1. Ne me quitte pas - Jacques Brel
Jacques Brel escreveu esse hino do amor que tá indo pras cucuias quando se apaixonou por Suzanne Gabrielle que nem tava muito a fim do rapaz, que foi chorar as pitangas EM REDE NACIONAL, implorando que ela não o deixasse.
Suzanne teve dó e reengatou o relacionament, mas dessa vez, foi ELE que a abandonou. Triste.
Nível: PELO AMOR DE DEUS, NÃO FAZ ISSO COMIGO!





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Gonzaga – de pai para filho*


“Gonzaga – de pai para filho” tem direção de Breno Silveira, o mesmo de “2 filhos de Francisco”, e é inspirado na biografia “Gonzaguinha e Gonzagão – Uma história brasileira”, de Regina Echeverria e em entrevista feita por Gonzaguinha com o pai nos anos 80. O filme foca na relação conturbada entre estes dois ícones da música popular brasileira. Uma verdadeira viagem freudiana num confronto de pai e filho que debatem, acusam e se defendem,  tudo embalado pela trilha sonora impecável dos dois músicos (a cena em que Gonzaguinha sai de casa ao som de "com a perna no mundo" é muito linda!) .
O longa não trata apenas de música ou de história de vida (erro comuns às cinebiografias de músicos), mas passeia entre ambos, pela história, pela cultura e pelo intricado das relações humanas.
O filme comove sem ser piegas, sem sentimentalismos. Cru e bonito, “Gonzaga” retrata nossa história musical, política e cultural em 60 anos retratados em forma de música e de uma fotografia primorosas. Atentem para a atuação de Julio Andrade (como Gonzaguinha) que assombra pela semelhança e pela interpretação.
Um dos raros filmes no qual se ri, chora, se identifica, mergulha e se emociona. Uma ode à cultura nordestina e à luta política pela democracia no Brasil.

* Esta é uma crítica de uma pessoa que gosta de assistir a filmes. Favor, não esperar linguagem ou mimimi de crítico chato de cinema.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um casal não tão bonitinho assim


Ele foi abandonado pelos pais quando bebê. Conheceu a mãe já na adolescência, pouco tempo antes dela ser atropelada por um policial bêbado. Ela nasceu no seio de uma família rica de Tóquio, mas sonhava em ser artista vanguardista.
Ele se tornou um Beatle, engravidou sua namorada de adolescência e teve de se casar com ela às escondidas para que as fãs não soubessem. Ela foi vítima de um casamento arranjado. Ao sair dele, foi internada pela família em diversas clínicas psiquiátricas.
Ele era um pai ausente e um marido violento. Ela largou o marido e fugiu
para a América para tentar a vida como artista.
Nos anos 60, os dois enfim se encontraram. John foi visitar uma exposição de arte de uma artista japonesa e viu uma palavra por trás de uma lupa. Quando mais se aproximava, mas nítida a palavra ficava. “Podia ser qualquer palavra” – sempre dizia ele em entrevistas  - “mas era a palavra ‘sim”. Tudo que ele precisava ouvir na época. Apaixonou-se de imediato. A ex-mulher, encontrou-o na cama com Yoko e o abandonou, deixando livre o caminho para a artista.
Iniciaram uma história juntos. Mas nem sempre Lennon foi o marido amoroso que demonstrava ser. Em entrevistas recentes, Yoko conta um dos casos mais dolorosos de sua vida: Em uma noite de 1973, ambos saiam de uma festa para a casa de um amigo. Bêbado, Lennon cantou uma convidada e levou-a para o quarto na frente de todos os presentes. Lá iniciou um show de urros e gemidos, que deixou os convidados e a então esposa envergonhados.
Um dos amigos aumentou o volume do som a fim de abafar o barulho, numa atitude “muito gentil”, segundo Yoko. Depois da traição pública, Yoko decidiu se separar de John. Desolado e arrependido, John se muda para Los Angeles e se afunda em álcool e drogas como a heroína. Yoko, numa manobra arriscada, convence sua secretária, May Pang (mil vezes mais bonita que ela), a ficar com John. Incentivado por Yoko, o romance durou pouco, mas, segundo a artista, serviu para que ela soubesse que teria alguém cuidando do ex-beatle.
Durante o tempo em que ficou deprimido em Los Angeles, recebeu a visita de amigos. Entre eles, o principal responsável por afastá-lo do vício em drogas e aproximá-lo de Yoko Ono: Paul Mccartney. Alguns meses depois, sóbrio, volta à Nova York para uma participação no show do amigo Elton John. Elton convidara Yoko para o show também. Ali, John teve o perdão tanto de Yoko quanto de seu público, que o ovacionou.
Viveram juntos até 1980 quando Lennon foi assassinado por um fã. Tiveram um filho de nome Sean.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Stallone: Um lutador

Assim como seu mais famoso personagem, Rocky Balboa, Sylvester Stallone travou batalhas espetaculares em sua vida. Filho de imigrantes italianos, Stallone nasceu em Nova York e, durante seu nascimento, vive sua primeira luta: em uma parto complicado, enfermeiras retiram-lhe com fórceps que mal utilizado ocasionou danos em um nervo que provocaram paralisia facial parcial, o que fez com que Stallone até hoje tenha dificuldades em movimentar os lábios, língua e queixo. Os olhos caídos e a voz que lhe rendem o reconhecimento imediato hoje, foi motivo de muito bullying na infância e adolescência e fez com que o futuro astro investisse muito de seu tempo em exercícios físicos e musculação.
Durante a adolescência, foi expulso de pelo menos 14 escolas e teve passagens por escolas para jovens problemáticos.  Na faculdade, foi desencorajado pelos professores a seguir a carreira de ator.
Ainda jovem, tentou realizar seu sonho de ser ator em Hollywood. Sem muitos dinheiro no bolso e tendo que dormir em  estações de trem, Stallone atuou em  seu primeiros filme: The Party at Kitty and Stud's (1970), um filme pornô de baixo orçamento pelo qual pagaram 200 dólares pelo desempenho, digamos, “artístico” do ator. Algo que o ator não faz questão de mencionar.
Stallone em seu primeiro filme: Um pornô!
Depois da meteórica carreira pornô, tentou outros papéis no cinema. A busca lhe rendeu alguns filmes e muitos papeis secundários até 1976, quando, após assistir à uma luta de Muhammad Ali decidiu trabalhar no roteiro de uma filme sobre a vida de um lutador. Nascia assim, Rocky, escrito em três dias e vendido para ser estrelado pelo próprio ator/autor. Naquele ano, Rocky foi indicado em 10 categorias do Oscar, vencendo as de melhor filme, diretor e edição. Não preciso dizer que o filme foi um grande sucesso de crítica e de público dando origem a uma das mais rentáveis franquias da história do cinema.
Em 1979, nasceu seu segundo filho, Seargeoh Stallone, uma criança autista. O primeiro, Sage Stallone, morreu aos 36 anos, após suposta overdose acidental de medicamentos.
Entre as décadas de 70 e 90, lançou alguns tantos filmes que foram verdadeiros fracassos, salvo pela franquia de Rambo. É um dos maiores campeões do prêmio “Framboesa de ouro”, que elege todos os anos os piores do cinema hollywoodiano.
Em 2006, após três anos sem filmar, decidiu encerrar as franquias Rocky e Rambo com mais dois filmes que lhe renderam boas críticas e muitos milhões de dólares a mais no banco. Em 2010, aos 64 anos de idade, quando ninguém mais esperava que Sly (como gosta de ser chamado) fosse estrelar um filme de ação, Stallone uniu um elenco de estrelas de filmes de ação dos anos 80 e lançou “Os mercenários”, um sucesso de bilheteria. O filme conseguiu a façanha de ser a maior estreia de Stallone nos cinemas.
Em 2012, mesmo após a morte de seu primogênito, lançou a sequência de Mercenários e estreia ainda esse ano o filme “Bullet to the head”. Tem planos de filmar comédia com Robert de Niro, dirigir filme de ação com  Jason Statham e sonha em dirigir um filme sobre um dos seus escritores favoritos: Edgar Allan Poe.
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brutus, fili mi!

Cercado por seus conspiradores, atingido por inúmeros golpes, o general lança os olhos marejados sobre  seu único, adotivo e ingrato filho, que portava um dos punhais que o ferira, e pronuncia suas últimas e mais sofridas palavras:
 - Tu quoque, Brutus, fili mi!*
Eu, sem o menor porte de estadista, com os mesmos olhos marejados, reporto-me a ele milhares de anos depois:
 - Tu quoque, Caesar, cur no ego?**

* Até tu, Brutus, filho meu!
** Se até tu, César, por que não eu?